Por Di Lua, sobre Diário de Viagem
Dia 02/09/2016

rio Araguaia Lary di lua (3)

No inicio do mês de agosto viajei para Aruanã – GO com minha mãe e meu irmão, e apesar de ter sido uma viagem rápida, aproveitei muito e assisti a um incrível pôr do sol no Araguaia.

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Aruanã é uma cidade goiana localizada no encontro dos rios Vermelho e Araguaia, e por isso é destino de férias para muitas famílias durante o mês de julho. No período da seca, as águas do Rio Araguaia abaixam, formando praias por toda sua extensão. A cidade é bem pequena e não tem muita opção de lazer fora da temporada do Rio Araguaia.

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Dessa vez, ficamos hospedados no SESI Aruanã, que tem uma estrutura incrível: restaurante, parque aquático, sala de jogos, espaço para festa, parquinho, barcos que levam o turista até as praias, bicicletas para conhecer a cidade, entre outros. No sábado, dia 13, fizemos um passeio pelo Rio Araguaia, vimos vários acampamentos, pássaros, o encontro dos dois rios, botos nadando, e um belíssimo por do sol. No domingo saímos para passear pela cidade, e ir a aldeia Buridina, dos índios Karajá. Contudo, como nós enrolamos no centro de Aruanã e voltaríamos após o almoço, não conseguimos visitar a aldeia.

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Curiosidade

A cidade foi batizada com o nome de um peixe abundante na região, que também é o nome de uma dança sagrada dos Karajá.

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Rio Araguaia

O Rio Araguaia nasce na Serra do Caiapó, próximo ao Parque Nacional das Emas, em Mineiros – GO, e banha estados de Goiás, Mato Grosso, Tocantins e Pará. Ele tem aproximadamente 2.000 mil quilômetros de extensão e é o habitat de centenas de espécies de peixes típicos da bacia Amazônica, além de outros animais como jacarés e botos (animal de agua doce que parece golfinho).

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Confira Vlog pelo Rio Araguaia aqui.


Por Di Lua, sobre Diário de Viagem
Dia 02/06/2016

Lagoa Santa GO lary di lua (3)

No último feriado viajei com minha família para Lagoa Santa, município do sul goiano, que possui como principal atrativo uma lagoa natural com águas termais, cuja temperatura varia de 29º à 33°C. Há muito tempo eu e minha mãe queríamos conhecer o local, que é um dos principais pontos turísticos do meu estado.

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A lagoa é realmente muito linda, mas achei que a água seria mais quente rsrs. O frio ainda não chegou totalmente em Goiás, mas no sul do estado o clima é sempre bem mais ameno que em Goiânia, então a água estava em uma temperatura agradável. O que chama atenção na lagoa é o conjunto: lago, vegetação, passarela de madeira, peixes, água cristalina, e a variedade de pássaros que sempre passam por lá. A água da lagoa é muito clara, e por isso é possível ver a grande quantidade de peixes, os corais e as plantas aquáticas. Os turistas adoram tirar fotos embaixo d’água (eu não tirei a minha, pois estava de lente 🙁 e se tirasse a lente não ia enxergar nada rsrs), e os peixinhos gostam de beliscar nossos pés.

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A Lagoa Santa fica no centro da cidade, que também conta com um lago e fica a margem do rio Aporé, bem na divisa de Goiás com Mato Grosso do Sul. A lagoa está localizada nas propriedades do Hotel Thermas Lagoa Santa, e por isso, que se hospeda nele tem acesso livre à lagoa. Contudo, há varias opções de estadia na cidade, como hotéis e pousadas, com preços baixos e bem atrativos. Para entrar na lagoa, o preço varia de acordo com o dia da semana: de segunda – quinta, o ingresso custa R$10, aos finais de semana custa R$30 e nos feriados prolongados custa R$40. Idosos e estudantes (portando carteirinha com selo da UNE) pagam meia.

Lagoa Santa GO lary di lua (5)

Hospedagem

Nos hospedamos no Hotel Mori, que fica a uns 50 metros da entrada da Lagoa, ou seja, bem pertinho. Na diária, R$85 por pessoa, estava incluso café da manhã e almoço. O Hotel é simples, mas aconchegante, e todos os quartos contam com frigobar, ar condicionado, banheiro privativo, TV e Wifi. Achamos a diária muito em conta, visto que era feriado e ainda estava incluso o almoço, ou seja, um gasto a menos.

Outra opção é ficar hospedado no Hotel Thermas Lagoa Santa para ter acesso livre na Lagoa ou no Akira Hotel, que tem acesso livre a dois clubes, o Pirizal Thermas Club, que fica em São João do Apóre-MS (pertinho da Lagoa Santa e dá para ir a pé) e no Balneário Kin Gin.

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História

A história da Lagoa Santa tem sua origem entre 1880 e 1890, quando desbravadores adentraram a região em busca de terras férteis. Segundo a historia, o fazendeiro mineiro Vergílio Ferraz saiu para caçar juntamente com dois homens da região e encontraram uma lagoa de águas quentes, límpidas e com grande variedade de peixes. Ao se banharem na lagoa, sentiram melhoras em seus corpos e descobriram o poder medicinal das águas, daí surgiu o nome do local: Lagoa Santa. Os descendentes de Vergílio acabaram construindo uma simples pensão para receber os visitantes de todo o país, que se acomodavam de 20 a 30 dias em busca das propriedades curativas da lagoa. Em 1998 Lagoa Santa, que era um distrito de Itajá (GO), foi desmembrada e se tornou um município.

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Rio Aporé


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Dia 01/04/2016

Mina da Passagem (4)

No domingo, 13 de março, fomos conhecer as Minas da Passagem, a maior mina de ouro aberta à visitação do mundo, que está localizada no Município de Mariana – MG. Pegamos um ônibus de Ouro Preto a Mariana e em 10 minutos estávamos descendo no ponto que fica em frente a Mina.

Mina da Passagem (5)

Descemos para as galerias subterrâneas, que chegam a 315m de extensão e 120m de profundidade, de trolley (aqueles carrinhos usados por mineradores). E ao passo que vamos adentrando a galeria a temperatura vai caindo (variando de 17°C – 20°C durante todo o ano). Após uns sete minutos descendo, chegamos a um trecho que o trolley para e continuamos a visita a pé.

Mina da Passagem (2)

O passeio pelo interior da mina dura menos de meia hora, mas é cheio de informações e curiosidades. O guia conta a história das Minas da Passagem, os minérios que ainda são encontrados ali (como a pirita, quartzo leitoso, grafite, entre outros), e a quantidade de ouro retirada no período de exploração. Durante o seu esplendor foram retiradas 35 toneladas de ouro aproximadamente.

Mina da Passagem (8)

O ponto alto da atração é o lago formado pelo lençol freático. No inicio da exploração da mina, se usavam bombas ininterruptamente para controlar o nível da água, contudo, como a mina ficou inativa entre 1954 e 1960, as galerias mais profundas foram inundadas, formando assim o lago. As Minas da Passagem conta com sete entradas, mas cinco delas já estão submersas.

História

Mina da Passagem (9)

A Vila da Passagem, entre Mariana e a antiga Vila Rica de Nossa Senhora do Pilar de Ouro Preto, foi fundada em 1719, época em que os mineiros subiam o Ribeirão do Carmo em busca do ouro, que era abundante. As primeiras jazidas de Passagem foram descobertas também em 1719. Entre os anos de 1729 a 1756, as “licenças” para exploração das jazidas foram concedidas a diversos mineiros, porém, ao longo dos anos, a Mina passou a ter um único dono: Barão Eschewege. Após alguns anos o Barão desinteressou da mineração e a Sociedade Mineralógica passou para o Inglês Thomas Bawden, que após trabalhar quatro anos, revendeu-a a Thomas Treolar, representante da nova empresa em formação, a “Anglo Brazilian Gold Mining Company Limited”, que encampou a Sociedade Mineralógica de Passagem.

Mina da Passagem (7)

Com a mão-de-obra totalmente escrava, a mineração era realizada a céu aberto ou em pequenos espaços subterrâneos, que era finalizada quando atingiam o lençol freático. O ouro era retirado principalmente dos Itabiritos (é uma rocha metamórfica química ou vulcanoquímica finamente estratificada) e Jacutinga (itabirito aurífero em processo de decomposição). A primeira empresa mineradora do Brasil, sob o nome de Sociedade Mineralógica de Passagem, estava constituída. Um engenho também foi construído e foi estabelecido um plano de lavra subterrânea. Mas foi só em 1800 que se descobriu ouro nos quartzitos, nos xistos grafitosos e nos dolomitos.

Mina da Passagem (1)O ouro é só essas pedrinhas amarelas

Minas da Passagem: Rua Eugênio Eduardo Rapallo, 192, Passagem de Mariana, Mariana – MG. Visitação: De segunda a terça, das 9h às 17h, e de quarta a domingo, das 9h às 17h30. R$ 50,00. Crianças de até 12 anos pagam e estudantes pagam meia entrada.

Confira o vlog de Ouro Preto aqui.

E aí, o que acharam desse passeio?


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