Por Di Lua, sobre Uncategorized
Dia 04/08/2013
Criei essa TAG com o objetivo de conhecer pessoas colecionadoras, e acima de tudo histórias. A coleção de hoje mescla essas duas coisas, vale a pena conhecer.

Uma Coleção de Cinzeiros

*História baseada em fatos reais.

Após o casamento de Izabel e Antônio, o casal recebeu da cidade de origem do noivo, alguns de seus objetos pessoais, remetidos por sua família. Entre os objetos veio uma caixa com centenas de cinzeiros. Ao abri-la, Izabel sentiu um frio correr pelo seu corpo. Era a coleção de cinzeiros de Antônio, que havia sido iniciada pelo seu irmão ainda na infância, motivo que aumentava o valor sentimental da coleção. 

O que fazer com tantas peças que não foram escolhidas e sim “captadas” sem nenhum critério de valor ou beleza e que não faziam o menor sentido para Izabel? Sentimento que era compartilhado por toda a família de Antônio, só não por ele, naturalmente.
Durante anos, a coleção permaneceu com o casal guardada num quartinho dos fundos da casa, pois Izabel, não admitia expô-los. A coleção de cinzeiros sempre foi motivo de brincadeiras, piadas entre a família e amigos de Izabel e Antônio.
Quando houve a separação do casal, quinze anos após o casamento, Izabel, fazendo a divisão dos objetos pessoais do casal, entregou a Antônio, a caixa com os cinzeiros da coleção, cuidadosamente acondicionados por ela.
Alguns anos mais tarde, infelizmente Antônio veio a falecer, para a tristeza dos amigos, da família, de Izabel e dos filhos que tiveram. Esta é a parte triste desta história.
Por seus filhos, Izabel, junto com a família, passou novamente pela situação de separar os objetos pessoais de Antônio, para dividi-los entre os filhos e familiares. E assim foi feito com as roupas, livros, fotos, enfeites, móveis etc. A cada objeto que separavam, muitas histórias iam sendo lembradas, sempre entre risos e lágrimas.
Foi quando Izabel, ao abrir a porta da lavanderia, deparou-se, entre os molinetes, varas de pescar e anzóis com a caixa da coleção de cinzeiros, intacta da mesma forma como ela havia entregue a Antônio. Naquele momento, Izabel experimentou mais uma vez, aquele mesmo frio a correr pelo seu corpo. A imagem daqueles objetos, tomavam proporções gigantescas e apavorantes diante de seus olhos.
Consultada toda a família, nenhum de seus parentes, queria ficar com a tal coleção, e decidido ficou que a coleção de cinzeiros poderia ser descartada, cabendo mais uma vez à Izabel executar tal tarefa. Izabel em poder da coleção, sentiu-se completamente desencorajada para tomar a atitude de dar um fim à caixa de cinzeiros. A partir deste momento, a coleção passou a ter significado especial.
Com este novo sentimento, Izabel, decidiu que ficaria com a coleção de cinzeiros e negou-se a mantê-la escondida dentro da caixa, no já famoso quartinho dos fundos onde passou a vida inteira. Decidiu por abri-la, fazer uma seleção dos melhores cinzeiros e expô-los em sua casa. Guardou os rejeitados. Naquele momento, era o melhor a fazer. E ainda não acabou… Izabel que desde a separação com Antônio, está casada com outro homem, foi surpreendida nesta semana, com o comentário que ouviu: 
– Esta coleção iria ficar muito bem se a gente levasse lá para o Galpão do Funil. 
É a coleção de cinzeiros sendo valorizada por quem nunca ninguém teria imaginado, agora encontra seu lugar definitivo e permanecendo com Izabel…
*Antônio é Rui Virgilio Crisóstomo Borba, com quem fui casada e tivemos dois filhos, Vinícius e Bernardo, que consultados, consentiram com esta publicação.
*Dar nomes aos personagens, me deixou mais a vontade para contar esta história.
*Galpão do Funil é o local para churrascos e comemorações que temos na Fazenda do Funil, de Ricardo.

Texto de Raquel Ramos do blog Super Linda.

Me mande a sua também.


Monique Pires disse:
Dia 05/08/2013 às 01:37

Que historia linda! Adorei <3

Beijinhos,

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Dia 05/08/2013 às 10:21

Oi Laryssa. Obrigada por publicar. Fiquei mais uma vez emocionda.