Por Di Lua, sobre Uncategorized
Dia 05/11/2010

Desde crianças, nós mulheres somos condicionadas a querer casar e consequentemente ser mãe. Nas revistas, televisão, cinema, e na vida real mesmo, sempre há aquela historia, onde as pessoas se apaixonaram, viveram tramas, se casaram e foram felizes para sempre.
Além disso quem não gosta de ir em casamentos? É lindo ver a felicidade dos noivos, os olhos brilhando, a emoção. Além disso, alguns tem uma trilha sonora de deixar qualquer um apaixonado.
Mas será que esse felizes para sempre existe ? É claro que não. São muitos problemas que surgem na vida de casado, é preciso muita maturidade, compreensão, caso contrário, na primeira briga alguém pode pedir o divórcio, algo muito comum nos dias de hoje.Mesmo na era do divorcio, acho que é válido as pessoas insistirem no casamento, desde que elas tenham entendimento, maturidade para viver o matrimonio. O divorcio só gera divorcio, e por isso o casamento hoje em dia, serve de exemplo para as pessoas que não acreditam que ele pode ser eterno.
Se eu me imagino casando? As vezes sim, as vezes não, pois quero um casamento para a vida toda, até que a morte nós separe. É preciso muito amor, carinho, saber lidar com as dificuldades, ser fiel.
” O que Deus uniu, o homem não separa” (Mc 10,9).


@juusep disse:
Dia 05/11/2010 às 19:55

Acabei de comentar em um blog, sobre casamento! Sim, eu quero me casar, e acho que ainda, nos tempos de hoje, ele pode ser eterno! 😀

Alemao disse:
Dia 06/11/2010 às 12:15

Infelizmente a questão do casamento ser uma instituição falida se deve não pela criação do divórcio mas sim por toda a moral contorcida que impera na nossa sociedade atual. Todo santo dia temos que ver e ouvir influências quanto à degeneração dos relacionamentos, a futilidade é algo altamente defendido e qualquer pessoa que ousar criticar as situações banalizadas será em muito pouco tempo taxado de preconceituoso, seguindo logo em seguida de frases feitas as quais tentam acobertar a inconsequência humana. Exemplo básico é a frase "Você não paga minhas contas". Diante disso, poderíamos utilizá-la como analogia e dizermos "Não, mas posso te dizer o quanto é prejudicial não só à sua imagem se deveres alguém, como também irás prejudicar outrem", isto é, quando as criticamos, não se trata de atingir suas escolhas, mas sim as consequências de suas escolhas e o que estas influenciarão na sociedade.

Onde quero chegar: devido à banalização da libertinagem, está improvável alguém se casar para sempre, não apenas pelo desejo de múltiplos parceiros durante a vida, como também pela desestruturação familiar (o número de mães solteiras em que, ou não se sabe quem é o pai, ou este foi apenas algum rolo, às vezes de uma noite só, é lastimável). Fora também a futilização e objetificação e/ou o egoísmo de viver para si, faz com que fique cada vez mais escasso o número de pessoas aptas para um casamento permanente, sendo que a tendência é dimunuírem gradativamente ainda mais o número desse pessoal.

A explicação está tanto na lógica do são e do doente contagioso (se pormos uma pessoa sã e outra com uma doença contagiosa dentro de uma sala fechada, aquela ficará doente em contato com esta, mas o originalmente doente não se curará por influência daquele que tinha boa saúde), ou seja, principalmente devido ao longo abismo que está surgindo entre pais e filhos e uma liberdade irresponsável defendida até por intelectuais, a tendência é que os filhos das pessoas desinteressadas continuem com esse caos já criado e as chances dos filhos dos educados moralmente seguirem o mesmo rumo daqueles é alta.

Pensar em casamento hoje em dia não apenas se volta a ter alguém com quem você confie e possa ter um casamento saudável (lembrando que brigas são comuns em qualquer relacionamento, dá até um equilíbrio), mas também quanto a sua convivência e a convivência de seus filhos no futuro. Casamento é uma das melhores coisas que a humanidade inventou, mas se não for feito algo para dar sentido de volta a esta magnífica união, fica impossível de cogitá-la.