Por Di Lua, sobre Uncategorized
Dia 18/02/2010
Sim, aquela era minha nova eu, um bebezinho com os cabelos da cor do sol, os olhos azuis e a bochecha rosada, mas os traços eram diferentes. Logo comecei a falar, e para minha surpresa foi “mama” que falei primeiro.
Crescer em Nova York era muito legal, mamãe sempre me levava no Central Park. Nas férias íamos para o Hawaii, Califórnia ou para o Canada.
O tempo passou voando, e logo eu estava comemorando 16 anos com minha família e amigos. Com o tempo tive que conciliar a escola com as passarelas, no entanto eu era a garota mais feliz que eu conhecia.
Foi nessa época que o Derick voltou da Inglaterra, Cloé nos apresentou. Em pouco tempo o que era amizade se transformou em amor. Eu não tinha o que reclamar, com 17 eu era uma top model de sucesso, com uma família que me apoiava e um namorado que me amava.
Mas tudo que é bom acaba cedo, eu já não conseguia reconciliar o meu trabalho com o Derick, tive que escolher entre as passarelas e ele, e adivinha o que eu escolhi??
Voar de Nova York à França fazia parte de minha rotina, as vezes tirava uma semana de férias para ver minha família e os amigos. Mas o tempo foi passando e me tirando muitas coisas, perdi amigos, parentes, dinheiro namorados, mas nunca culpei meu trabalho, eu adorava o que fazia.
Com 25 anos eu resolvi deixar as passarelas, para abrir uma grife, que foi um sucesso. Passei a ter mais tempo e férias. E foi em uma viajem a Inglaterra que esbarrei com Derick, conversamos e conhecemos Londres juntos. Fiquei sabendo que ele iria se casar na próxima semana.
Parei para refletir, e observei que nessa nova vida tive tudo, a profissão dos sonhos, dinheiro, as melhores viagens, um grande amor mas joguei tudo fora, como fiz na vida anterior. Resolvi parar de me preocupar e deixa-la viver sua vida, pois eu já tinha aprendido a lição, além disso a dona daquela vida era a Emma, e não a Laryssa.
Quem sabe na próxima encarnação dou mais valor nas coisas simples da vida, e não me arrependo de nada depois.


Chris disse:
Dia 20/02/2010 às 00:14

Olha se eu morresse e voltasse iria fazer as mesmas coisas, porque faz parte do meu eu.