Por Di Lua, sobre Música, Uncategorized
Dia 03/11/2010

RPM (Revoluções por minutos) foi uma banda de rock nacional surgida em 1985, sendo uma das mais sucedidas da história da música no Brasil, batendo o recorde de vendagens na década de 80.
Em 1976, Paulo Ricardo estava começando sua carreira como critico musical, e em uma visita a sua então namorada Eloá, conheceu o vizinho dela, Luiz Schiavon, que era um pianista clássico.Depois de muita conversa, Paulo recebeu o convite para integrar o “Aura”, uma banda de jazz-rock, que tinha também Paulinho Valenza na bateria.Depois de três anos de ensaios e nenhum show, Luiz encantou-se pela música eletrônica e pela tecnologia de novos sintetizadores, enquanto Paulo decidiu morar na Europa, de onde escrevia sobre novidades musicais para a revista Somtrês e se correspondia com frequência com Schiavon.
Nos fins de 1983 já em São Paulo, a dupla retomou seus trabalhos, criando posteriormente o RPM. Juntos criaram as primeiras canções como, “Olhar 43”, “A Cruz e A Espada” e a música que batizou a banda: “Revoluções por Minuto”. Eles gravaram uma demo, e encaminharam à gravadora CBS, que considerou músicas difíceis de tocar nas rádios.O nome 45 RPM (45 rotações por minuto) foi sugerido inicialmente em uma lista de nomes feita por uma amiga. Schiavon e Paulo gostaram do nome, mas tiraram o 45 e mudaram o Rotações por Revoluções. Convidaram Fernando Deluqui, guitarrista, e o baterista Charles Gavin.
Em 1984, eles conseguiram um contrato com a gravadora Sony Music. O compacto viria com as faixas “Louras Geladas” e “Revoluções por Minuto”, que foi censurada na época. “Louras Geladas” caiu no gosto do público de todo o país e levou a banda a gravar o seu álbum de estreia, já com o baterista Paulo P.A, pois Charles Gavin tinha ido para os Titãs. A banda lançou dois álbuns, em 1985 o Revoluções por Minuto, que contava com ” Olhar 43″, hit que emplacou nas rádios, abrindo caminho para outras músicas. As faixas do disco tratam também de temas como política internacional e transformações sócio-econômicas. As músicas são marcadas pela forte presença da bateria eletrônica. Depois dos primeiro shows, a banda fecha contrato com Manoel Poladin. Paulo Ricardo passa a estampar diversas capas de revistas e enlouquece garotas histéricas, se transformando em um sex symbol. Poladian, músicos e gravadora lançam em julho de 1986, um novo álbum, o Rádio Pirata ao Vivo.
O fracasso do projeto RPM Discos, um selo próprio do grupo, acabou causando conflitos entre seus integrante, e em 1987 eles anunciam a separação. Mas, o grupo retomou as atividades em 1988, com o álbum “RPM” (mais conhecido como Quatro Coiotes), com uma tiragem inicial de 250 mil cópias. Em algumas rádios o disco chegou a ser executado por inteiro em meio à programação. Em 1993, é lançado Paulo Ricardo e RPM, disco que não contou com Luiz Schiavon e Paulo P.A. Pagni, mas é considerado por muitos como o terceiro disco de estúdio da banda. Com Paulo Ricardo (voz e baixo), Fernando Deluqui (guitarras), Marquinho Costa (bateria) e Franco Júnior (teclados), este é o mais pesado da banda, que apostou em guitarras pesadas e solos bem construídos por Deluqui.
Os quatro músicos do RPM se encontraram novamente para ensaiar, em 2001, e lançaram o single “Vida Real”, que foi tema da abertura do reality Big Brother Brasil. A banda voltou à mídia com o CD e DVD MTV RPM 2002, gravado no Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo, e que vendeu mais de 300.000 mil cópias, obtendo o disco de platina. Mas em 2003 eles se separam novamente.
Em 2007, oRPM tocou junto com todos os seus integrantes em São Paulo. Mais tarde eles anunciaram o lançamento de uma caixa com os 3 primeiros álbuns da banda e mais um CD com remixes, covers e faixas não lançadas, junto com o DVD Rádio Pirata – O Show, contendo registros de um show realizado em São Paulo em 1986. Atualmente,os integrantes têm projetos solos, e as vezes se apresentam juntos. Eu particularmente adoro, e indico. Aumente o volume e coloque para rodar “Olhar 43” e “Rádio Pirata”.
obs.: A Rede Globo exibe amanhã o especial “Por toda minha vida” sobre o RPM, assistam.
*-*


Cris disse:
Dia 03/11/2010 às 20:48

RPM, que saudade!

Chêrinhos :*