Por Di Lua, sobre Uncategorized
Dia 29/08/2013

 

Donas de uma beleza incrível e de vozes encantadoras, as sereias são seres mitológicos, parte mulher e parte peixe, que atraiam os marinheiros para o fundo dos oceanos através de seu canto.

De acordo com o mito de origem grega, elas seriam filhas do rio Achelous e da musa Terpsícore, e habitavam os rochedos entre a ilha de Capri e a costa da Itália. Eram tão lindas e cantavam com tanta doçura que atraíam os tripulantes dos navios que passavam por ali para que eles colidissem com os rochedos e afundassem. Na Grécia Antiga as sereias são retratadas como mulheres que ofenderam a deusa Afrodite e foram viver em uma ilha isolada. Se assemelham às harpias, mas possuem penas negras, uma linda voz e uma beleza única.
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Pintura retratando ataque de sereias ao barco de Odisseu
 Na Odisseia de Homero, Odisseu (ou Ulisses) só conseguiu se salvar pois colocou cera nos ouvidos de seus marinheiros e amarrou-se ao mastro de seu navio, para poder ouvi-las sem poder aproximar-se. Quando estava próximo à ilha sinistra,Odisseu foi seduzido pelas sereias como tinha previsto, mas seus marinheiros não o libertaram. Quase louco, pedindo para ser solto, passou intacto pelo perigo. As sereias, decepcionadas por haverem sido derrotadas por um simples mortal, afogaram-se no mar. O que salvou Odisseu não foi a percepção de sua superioridade, mas a consciência de sua fragilidade. sereias lary di lua (9)
Orfeu, deus mitológico da música e da poesia, também conseguiu se livrar das sereias. Quando sua embarcação aproximou-se de onde elas estavam , ele salvou seus parceiros, tocando uma música ainda mais doce e envolvente do que aquela que vinha da ilha.
As sereias são seres que frequentemente aparecem na literatura e cinema. No mundo contemporâneo, muitas vezes estão associadas a força e poder de sedução. Em muitas lendas são descritas com cabelos longos e loiros, sempre cantando ao se pentear e olhando-se no espelho.
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Cabelos sempre estiveram associados à sexualidade, e cabeleiras desgrenhadas são atributos de personagens tidos como indomáveis, loucos ou geniais. Desse modo, os pentes são utilizados para “domesticar” os cabelos e domar a sensualidade. Já o espelho não está apenas ligado a vaidade e beleza, mas remete à algo que revela, ilude ou engana; separa o virtual do real. “O espelho é armadilha para aprisionar almas e sua ambiguidade é a mesma das sereias, que surgem no espelho d’água nos convidando a cruzar a fronteira entre dois mundos” (Mundo Paralelo).
No Brasil as lendas das sereias têm origem europeia. Aqui elas  são denominadas Iaras, e/ou se confundem com a mãe-d’água.
Fonte:
Portal dos Mitos
Mundo Paralelo

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Dia 21/08/2013
Vivenciamos um “boom” de tatuagens de filtro de sonhos, mas será que todo mundo conheça a lenda por trás desse artigo indígena ? 
O filtro ou teia do sonho (dreamcatcher) são mandalas de cura de origem nativa norte-americana. O Tempo dos Sonhos é influenciado por boas e más energias. A função do filtro dos sonhos é a de afastar as energias intrusas e incorretas que, presas na teia, se dissipam com os primeiros raios do sol. 
Foto: Filtros dos Sonhos Artesanal 
Os videntes nativo–americanos ensinam que a Grande Aranha, teceu a Teia do Universo para relacionar todas as coisas. Para eles, a Aranha ao mesmo tempo é Avó e Criadora que cria novas energias dentro da existência. Ela tem a “Medicina da Criação”.
Conta uma velha lenda dos nativos norte-americanos, que um velho índio ao fazer uma Busca da Visão no topo de uma montanha, lhe apareceu IKTOMI, a aranha, e comunicou-se em linguagem sagrada. A Aranha pegou um aro de cipó e começou a tecer uma teia com cabelo de cavalo e as oferendas recebidas.
Enquanto tecia, o espírito da Aranha falou sobre os ciclos da vida, do nascimento á morte e das boas e más forças que atuam sobre nós em cada uma dessas fases. Ela dizia :
“Se você trabalhar com forças boas, será guiado na direção certa e entrará em harmonia com a natureza. Do contrário, irá para direção que causará dor e infortúnios”.
No final a Aranha devolveu ao velho índio o aro de cipó com uma teia no centro dizendo-lhe:
“No centro está à teia que representa o ciclo da vida. Use-a para ajudar seu povo a alcançar seus objetivos, fazendo bom uso de suas idéias, sonhos e visões. Eles vêm de um lugar chamado Espírito do Mundo que se ocupa do ar da noite com sonhos bons e ruins. A teia quando pendurada se move livremente e consegue pegar sonhos, quando eles ainda estão no ar. Os bons sonhos sabem o caminho e deslizam suavemente pelas penas até alcançar quem está dormindo. Já os ruins ficam presos no círculo até o nascer do sol, e desaparecem com a primeira luz do novo dia”.
O círculo é o símbolo do Sol, do Céu e da Eternidade. No simbolismo ancestral o círculo é o símbolo do espaço infinito, sem começo e sem fim, serve como um espelho, onde podemos ver o reflexo do Universo e o Grande Tudo, que contém a totalidade, trabalhando para o entendimento dos mistérios da vida, do cosmos, e das leis naturais. 
Variando de acordo com cada tradição e intenção, os fios da teia, que são ligados ao círculo, podem ser tecidos em 7 pontos (7 profecias) 8 pontos (8 pernas da aranha = oito direções sagradas ), 13 pontos (13 Luas),
Pode ser colocada uma pena no centro, simbolizando a respiração, o elemento ar, e em alguns são colocados uma pedra/cristal. Tudo o que é colocado possui um significado.O Centro da Teia Corresponde ao Grande Mistério, o Criador, a Força que abrange o Universo inteiro.

Filtro que comprei em Alto Paraíso 

Fonte: Xamanismo


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Dia 12/08/2013

 

O céu dessa madrugada (12 – 13) será marcado por chuva de meteoros conhecida como “lágrimas de San Lorenzo”, que alcançará sua intensidade máxima por volta das 2h – 3h da manhã, com 80 a 100 meteoros por hora.
O fenômeno é conhecido com Perseidas, pois sua radiante ( ponto a partir do qual os meteoros parecem surgir) está localizada na constelação de Perseus. Essa chuva acontece anualmente entre os dias 17 de julho e 24 de agosto. Isso ocorre porque, a cada ano, a Terra cruza a órbita do cometa Swift-Tuttle, que passou próximo do Sol pela última vez em 1992. Todas as vezes que um cometa orbita no Sistema Solar, ele deixa rastro de destroços (pequenos pedaços de rocha e gelo) que vão se espalhando. Quando a Terra cruza esse rastro de destroços, aumenta o número de meteoros na atmosfera terrestre.
Gráfico: G1

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Dia 04/08/2013
Criei essa TAG com o objetivo de conhecer pessoas colecionadoras, e acima de tudo histórias. A coleção de hoje mescla essas duas coisas, vale a pena conhecer.

Uma Coleção de Cinzeiros

*História baseada em fatos reais.

Após o casamento de Izabel e Antônio, o casal recebeu da cidade de origem do noivo, alguns de seus objetos pessoais, remetidos por sua família. Entre os objetos veio uma caixa com centenas de cinzeiros. Ao abri-la, Izabel sentiu um frio correr pelo seu corpo. Era a coleção de cinzeiros de Antônio, que havia sido iniciada pelo seu irmão ainda na infância, motivo que aumentava o valor sentimental da coleção. 

O que fazer com tantas peças que não foram escolhidas e sim “captadas” sem nenhum critério de valor ou beleza e que não faziam o menor sentido para Izabel? Sentimento que era compartilhado por toda a família de Antônio, só não por ele, naturalmente.
Durante anos, a coleção permaneceu com o casal guardada num quartinho dos fundos da casa, pois Izabel, não admitia expô-los. A coleção de cinzeiros sempre foi motivo de brincadeiras, piadas entre a família e amigos de Izabel e Antônio.
Quando houve a separação do casal, quinze anos após o casamento, Izabel, fazendo a divisão dos objetos pessoais do casal, entregou a Antônio, a caixa com os cinzeiros da coleção, cuidadosamente acondicionados por ela.
Alguns anos mais tarde, infelizmente Antônio veio a falecer, para a tristeza dos amigos, da família, de Izabel e dos filhos que tiveram. Esta é a parte triste desta história.
Por seus filhos, Izabel, junto com a família, passou novamente pela situação de separar os objetos pessoais de Antônio, para dividi-los entre os filhos e familiares. E assim foi feito com as roupas, livros, fotos, enfeites, móveis etc. A cada objeto que separavam, muitas histórias iam sendo lembradas, sempre entre risos e lágrimas.
Foi quando Izabel, ao abrir a porta da lavanderia, deparou-se, entre os molinetes, varas de pescar e anzóis com a caixa da coleção de cinzeiros, intacta da mesma forma como ela havia entregue a Antônio. Naquele momento, Izabel experimentou mais uma vez, aquele mesmo frio a correr pelo seu corpo. A imagem daqueles objetos, tomavam proporções gigantescas e apavorantes diante de seus olhos.
Consultada toda a família, nenhum de seus parentes, queria ficar com a tal coleção, e decidido ficou que a coleção de cinzeiros poderia ser descartada, cabendo mais uma vez à Izabel executar tal tarefa. Izabel em poder da coleção, sentiu-se completamente desencorajada para tomar a atitude de dar um fim à caixa de cinzeiros. A partir deste momento, a coleção passou a ter significado especial.
Com este novo sentimento, Izabel, decidiu que ficaria com a coleção de cinzeiros e negou-se a mantê-la escondida dentro da caixa, no já famoso quartinho dos fundos onde passou a vida inteira. Decidiu por abri-la, fazer uma seleção dos melhores cinzeiros e expô-los em sua casa. Guardou os rejeitados. Naquele momento, era o melhor a fazer. E ainda não acabou… Izabel que desde a separação com Antônio, está casada com outro homem, foi surpreendida nesta semana, com o comentário que ouviu: 
– Esta coleção iria ficar muito bem se a gente levasse lá para o Galpão do Funil. 
É a coleção de cinzeiros sendo valorizada por quem nunca ninguém teria imaginado, agora encontra seu lugar definitivo e permanecendo com Izabel…
*Antônio é Rui Virgilio Crisóstomo Borba, com quem fui casada e tivemos dois filhos, Vinícius e Bernardo, que consultados, consentiram com esta publicação.
*Dar nomes aos personagens, me deixou mais a vontade para contar esta história.
*Galpão do Funil é o local para churrascos e comemorações que temos na Fazenda do Funil, de Ricardo.

Texto de Raquel Ramos do blog Super Linda.

Me mande a sua também.

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