Por Di Lua, sobre Diário de Viagem
Dia 02/06/2016

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No último feriado viajei com minha família para Lagoa Santa, município do sul goiano, que possui como principal atrativo uma lagoa natural com águas termais, cuja temperatura varia de 29º à 33°C. Há muito tempo eu e minha mãe queríamos conhecer o local, que é um dos principais pontos turísticos do meu estado.

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A lagoa é realmente muito linda, mas achei que a água seria mais quente rsrs. O frio ainda não chegou totalmente em Goiás, mas no sul do estado o clima é sempre bem mais ameno que em Goiânia, então a água estava em uma temperatura agradável. O que chama atenção na lagoa é o conjunto: lago, vegetação, passarela de madeira, peixes, água cristalina, e a variedade de pássaros que sempre passam por lá. A água da lagoa é muito clara, e por isso é possível ver a grande quantidade de peixes, os corais e as plantas aquáticas. Os turistas adoram tirar fotos embaixo d’água (eu não tirei a minha, pois estava de lente 🙁 e se tirasse a lente não ia enxergar nada rsrs), e os peixinhos gostam de beliscar nossos pés.

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A Lagoa Santa fica no centro da cidade, que também conta com um lago e fica a margem do rio Aporé, bem na divisa de Goiás com Mato Grosso do Sul. A lagoa está localizada nas propriedades do Hotel Thermas Lagoa Santa, e por isso, que se hospeda nele tem acesso livre à lagoa. Contudo, há varias opções de estadia na cidade, como hotéis e pousadas, com preços baixos e bem atrativos. Para entrar na lagoa, o preço varia de acordo com o dia da semana: de segunda – quinta, o ingresso custa R$10, aos finais de semana custa R$30 e nos feriados prolongados custa R$40. Idosos e estudantes (portando carteirinha com selo da UNE) pagam meia.

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Hospedagem

Nos hospedamos no Hotel Mori, que fica a uns 50 metros da entrada da Lagoa, ou seja, bem pertinho. Na diária, R$85 por pessoa, estava incluso café da manhã e almoço. O Hotel é simples, mas aconchegante, e todos os quartos contam com frigobar, ar condicionado, banheiro privativo, TV e Wifi. Achamos a diária muito em conta, visto que era feriado e ainda estava incluso o almoço, ou seja, um gasto a menos.

Outra opção é ficar hospedado no Hotel Thermas Lagoa Santa para ter acesso livre na Lagoa ou no Akira Hotel, que tem acesso livre a dois clubes, o Pirizal Thermas Club, que fica em São João do Apóre-MS (pertinho da Lagoa Santa e dá para ir a pé) e no Balneário Kin Gin.

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História

A história da Lagoa Santa tem sua origem entre 1880 e 1890, quando desbravadores adentraram a região em busca de terras férteis. Segundo a historia, o fazendeiro mineiro Vergílio Ferraz saiu para caçar juntamente com dois homens da região e encontraram uma lagoa de águas quentes, límpidas e com grande variedade de peixes. Ao se banharem na lagoa, sentiram melhoras em seus corpos e descobriram o poder medicinal das águas, daí surgiu o nome do local: Lagoa Santa. Os descendentes de Vergílio acabaram construindo uma simples pensão para receber os visitantes de todo o país, que se acomodavam de 20 a 30 dias em busca das propriedades curativas da lagoa. Em 1998 Lagoa Santa, que era um distrito de Itajá (GO), foi desmembrada e se tornou um município.

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Rio Aporé


Por Di Lua, sobre Diário de Viagem
Dia 15/03/2016

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Na última quinta-feira, dia 10, viajei para uma cidade que fiquei com vontade de conhecer desde que li “Ladeira da Saudade – de Ganymédes José”, quando tinha dez anos: Ouro Preto. A cidade mineira, que teve seu esplendor no século XVIII, recebeu o título de Patrimônio Mundial da UNESCO em 1980.

Nos quatro dias que fiquei em Ouro Preto, visitei igrejas, famosas por sua arquitetura rococó e por obras significativas do Aleijadinho e Ataíde, museus, fui de trem para Mariana e visitei mina de ouro. Dividi esse Diário de Viagem em quatro partes para não ficar tão cansativo. Nesse primeiro você conhece um pouco mais sobre a História de Ouro Preto.

ouro-preto-lary-di-lua (4)Praça Tiradentes

História de Ouro Preto

Buscando ouro, pedras preciosas e escravos indígenas, os bandeirantes começaram a percorrer a região onde hoje é Minas Gerais ainda no século XVI. Mas foi só no final do século XVII que o ouro foi descoberto na região, inclusive correndo no leito do Rio do Carmo, que nasce na Serra do Espinhaço, em Ouro Preto, entra em Mariana e desagua no Rio Doce.

Uma verdadeira “corrida do ouro” ocorreu no século XVIII a partir da descoberta, e brasileiros e portugueses passaram a migrar para as regiões auríferas buscando o enriquecimento fácil. Contundo, quem mais lucrava com a atividade era a coroa portuguesa, que cobrava o quinto, através das Casas de Fundição, de todo o ouro encontrado. Portugal ainda cobrava uma certa quantidade de ouro das regiões auríferas.

ouro-preto-lary-di-lua (16)Interior da Casa dos Contos

Com isso, a população de Vila Rica começou a crescer. A ocupação deu-se nas margens dos ribeirões, onde o ouro era abundante, e nos morros que circundam a cidade, repletos de minas. O município chegou a ser o mais populoso no período colonial, contando com cerca de 40 mil pessoas em 1730 e com 80 mil algumas décadas depois. Oficialmente, foram enviadas a Portugal 800 toneladas de ouro no século XVIII, isso sem contar o que circulou de maneira ilegal, nem o que permaneceu na colônia, como por exemplo o ouro empregado na ornamentação das igrejas.

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Ouro Preto foi palco de vários conflitos, entre eles:

– Guerra dos Emboabas, em 1708 – conflito travado pelo direito de exploração das recém-descobertas jazidas de ouro na região de Minas Gerais, cujo ponto alto ocorreu em Cachoeira do Campo, atual distrito de Ouro Preto.

– Inconfidência Mineira, em 1789 – tentativa de revolta que pretendia eliminar a dominação portuguesa de Minas Gerais, estabelecendo um país independente. O povo, principalmente os fazendeiros rurais e donos de minas, estavam insatisfeitos com os impostos que deviam ser pagos a coroa portuguesa advindos da exploração do ouro, que começava a diminuir. Assim, a elite mineira começou a se reunir para conquista a liberdade definitiva e implantar o sistema de governo republicano. O grupo era liderado pelo alferes Joaquim José da Silva Xavier, conhecido por Tiradentes, e composto pelos poetas Tomas Antonio Gonzaga e Cláudio Manuel da Costa, o dono de mina Inácio de Alvarenga, o padre Rolim, entre outros. Contundo, visando receber o perdão da coroa, o inconfidente Joaquim Silvério dos Reis denunciou o grupo para as autoridades portuguesas. Todos os inconfidentes foram presos e enviados ao Rio de Janeiro, acusados pelo crime de infidelidade ao rei. Alguns inconfidentes foram degredados para a África e outros uma pena de prisão. Porém, Tiradentes, após assumir a liderança do movimento, foi condenado à forca em praça pública.

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Museus

Visitar Ouro Preto é reviver a história, é reviver o ciclo do ouro através das paredes das igrejas, dos museus e das ladeiras. Para conhecer a história da cidade e saber mais sobre a mineração, vale a pena visitar o Museu da Inconfidência, o Museu da Mineralogia e a Casa dos Contos.

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O Museu da Inconfidência, inaugurado em 11 de agosto de 1944,  está localizado na Praça Tiradentes, em um prédio da antiga Casa de Câmara e Cadeia de Vila Rica. A exposição apresenta a Inconfidência relacionada a cidade, mostrando a infraestrutura de Ouro Preto, das origens até o período imperial, objetos de construção civil, meios de transporte, mineração, documentos da inconfidência, objetos dos inconfidentes, além da criação artística da cidade, em que Aleijadinho é um dos artistas principais. Ingresso: R$10 inteira e R$5 meia.

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No Museu de Ciência e Técnica – Escola de Minas da UFOP (Mineralogia), também localizado na Praça Tiradentes, os visitantes tem acesso a amostras de minerais, entre eles do diamante, do quartzito flexível (pedra mole), estalactites, de ágatas, opalas e outros. Além disso, é possível fazer um passeio através da ciência, e conhecer o observatório astronômico. Ingresso: R$10 inteira e R$5 meia.

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O prédio onde funciona o Museu da Casa dos Contos foi construído em 1782 e 1784 para residência do administrador da Arrecadação Tributária das Entradas e Dízimos, João Rodrigues de Macedo. Durante a Inconfidência Mineira, a casa serviu de prisão para alguns conjurados. Atualmente, funciona na Casa dos Contos o Centro de Estudos do Ciclo do Ouro e a exposição permanente da Casa da Moeda do Brasil, onde o visitante confere a historia econômica-fiscal do país através de moedas, cédulas e instrumentos de fundir. Entrada gratuita.

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Por Di Lua, sobre Diário de Viagem
Dia 29/10/2015

O castelo do segundo post especial de Diário de Viagens é o Castelo Windsor, onde a família real passa o verão. Localizado em Windsor, condado de Berkshire, o Castelo de Windsor é o maior castelo habitado do mundo, e uma das principais residências oficias da monarquia inglesa.

A estrutura original foi construída no século XI, após Guilherme I conquistar a normanda da Inglaterra, e é utilizado pelos monarcas desde o reinado de Henrique I. Além dos luxuosos apartamentos, o castelo ainda conta com a Capela de São Jorge, construída no século XV.

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Inicialmente, o Castelo de Windsor foi construído para proteger a dominação normanda nos arredores de Londres, como também vigiar uma parte do rio Tâmisa. Ele foi projetado como um castelo de mota (tipo de fortificação medieval onde os castelos eram compostos por duas partes, a mota e o recinto fortificado), com três alas cercando a colina central.

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No início do século XIII, o castelo foi substituído por fortificações de pedra durante a Primeira Guerra dos Barões. Na metade do século, Henrique III construiu um palácio luxuoso dentro do castelo. Eduardo III foi além e reconstruiu a fortificação produzindo um conjunto de edifícios que se tornaram o projeto de construção civil mais caro da Idade Média na Inglaterra. Na Dinastia Tudor (Dinastia que durou 118 anos, após os Tudor assumirem a coroa inglesa em 1485. Henrique VII deu início à linhagem que teve como sucessores Henrique VIII, Eduardo VI, Mary I e Elizabeth I ), Henrique VIII e Isabel I passaram a utilizar o castelo cada vez mais como uma corte real.

castelo windsor lary di lua (1)Câmara Waterloo

No século XVIII o Castelo passou por reconstruções, e ganhou móveis nos estilos rococó, gótico e barroco. Durante a Segunda Guerra Mundial o Castelo de Windsor foi utilizado como refúgio da família real. Atualmente o Castelo funciona como casa de verão da Rainha Isabel II e ponto turístico durante alguns meses do ano.

Créditos: The Royal Collection © 2002, Her Majesty Queen Elizabeth II | Photographer: Mark Fiennes

Entre outubro e março, os turistas podem visitar os quartos de George IV, os mais ricos em detalhes no palácio. O East Terrace, parte mais exclusiva do castelo e que dá acesso ao Jardim de Rosas particular de George IV, é aberto de agosto a setembro. Além disso, dependendo da época do ano, os turistas podem assistir a cerimônia de Troca da Guarda, que é a substituição dos guardas que protegem o palácio.

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Vocês conhecem o Castelo Windsor? Tem vontade de conhecer ? Me conte aqui:

 


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