Por Di Lua, sobre Diário de Viagem
Dia 15/03/2016

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Na última quinta-feira, dia 10, viajei para uma cidade que fiquei com vontade de conhecer desde que li “Ladeira da Saudade – de Ganymédes José”, quando tinha dez anos: Ouro Preto. A cidade mineira, que teve seu esplendor no século XVIII, recebeu o título de Patrimônio Mundial da UNESCO em 1980.

Nos quatro dias que fiquei em Ouro Preto, visitei igrejas, famosas por sua arquitetura rococó e por obras significativas do Aleijadinho e Ataíde, museus, fui de trem para Mariana e visitei mina de ouro. Dividi esse Diário de Viagem em quatro partes para não ficar tão cansativo. Nesse primeiro você conhece um pouco mais sobre a História de Ouro Preto.

ouro-preto-lary-di-lua (4)Praça Tiradentes

História de Ouro Preto

Buscando ouro, pedras preciosas e escravos indígenas, os bandeirantes começaram a percorrer a região onde hoje é Minas Gerais ainda no século XVI. Mas foi só no final do século XVII que o ouro foi descoberto na região, inclusive correndo no leito do Rio do Carmo, que nasce na Serra do Espinhaço, em Ouro Preto, entra em Mariana e desagua no Rio Doce.

Uma verdadeira “corrida do ouro” ocorreu no século XVIII a partir da descoberta, e brasileiros e portugueses passaram a migrar para as regiões auríferas buscando o enriquecimento fácil. Contundo, quem mais lucrava com a atividade era a coroa portuguesa, que cobrava o quinto, através das Casas de Fundição, de todo o ouro encontrado. Portugal ainda cobrava uma certa quantidade de ouro das regiões auríferas.

ouro-preto-lary-di-lua (16)Interior da Casa dos Contos

Com isso, a população de Vila Rica começou a crescer. A ocupação deu-se nas margens dos ribeirões, onde o ouro era abundante, e nos morros que circundam a cidade, repletos de minas. O município chegou a ser o mais populoso no período colonial, contando com cerca de 40 mil pessoas em 1730 e com 80 mil algumas décadas depois. Oficialmente, foram enviadas a Portugal 800 toneladas de ouro no século XVIII, isso sem contar o que circulou de maneira ilegal, nem o que permaneceu na colônia, como por exemplo o ouro empregado na ornamentação das igrejas.

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Ouro Preto foi palco de vários conflitos, entre eles:

– Guerra dos Emboabas, em 1708 – conflito travado pelo direito de exploração das recém-descobertas jazidas de ouro na região de Minas Gerais, cujo ponto alto ocorreu em Cachoeira do Campo, atual distrito de Ouro Preto.

– Inconfidência Mineira, em 1789 – tentativa de revolta que pretendia eliminar a dominação portuguesa de Minas Gerais, estabelecendo um país independente. O povo, principalmente os fazendeiros rurais e donos de minas, estavam insatisfeitos com os impostos que deviam ser pagos a coroa portuguesa advindos da exploração do ouro, que começava a diminuir. Assim, a elite mineira começou a se reunir para conquista a liberdade definitiva e implantar o sistema de governo republicano. O grupo era liderado pelo alferes Joaquim José da Silva Xavier, conhecido por Tiradentes, e composto pelos poetas Tomas Antonio Gonzaga e Cláudio Manuel da Costa, o dono de mina Inácio de Alvarenga, o padre Rolim, entre outros. Contundo, visando receber o perdão da coroa, o inconfidente Joaquim Silvério dos Reis denunciou o grupo para as autoridades portuguesas. Todos os inconfidentes foram presos e enviados ao Rio de Janeiro, acusados pelo crime de infidelidade ao rei. Alguns inconfidentes foram degredados para a África e outros uma pena de prisão. Porém, Tiradentes, após assumir a liderança do movimento, foi condenado à forca em praça pública.

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Museus

Visitar Ouro Preto é reviver a história, é reviver o ciclo do ouro através das paredes das igrejas, dos museus e das ladeiras. Para conhecer a história da cidade e saber mais sobre a mineração, vale a pena visitar o Museu da Inconfidência, o Museu da Mineralogia e a Casa dos Contos.

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O Museu da Inconfidência, inaugurado em 11 de agosto de 1944,  está localizado na Praça Tiradentes, em um prédio da antiga Casa de Câmara e Cadeia de Vila Rica. A exposição apresenta a Inconfidência relacionada a cidade, mostrando a infraestrutura de Ouro Preto, das origens até o período imperial, objetos de construção civil, meios de transporte, mineração, documentos da inconfidência, objetos dos inconfidentes, além da criação artística da cidade, em que Aleijadinho é um dos artistas principais. Ingresso: R$10 inteira e R$5 meia.

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No Museu de Ciência e Técnica – Escola de Minas da UFOP (Mineralogia), também localizado na Praça Tiradentes, os visitantes tem acesso a amostras de minerais, entre eles do diamante, do quartzito flexível (pedra mole), estalactites, de ágatas, opalas e outros. Além disso, é possível fazer um passeio através da ciência, e conhecer o observatório astronômico. Ingresso: R$10 inteira e R$5 meia.

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O prédio onde funciona o Museu da Casa dos Contos foi construído em 1782 e 1784 para residência do administrador da Arrecadação Tributária das Entradas e Dízimos, João Rodrigues de Macedo. Durante a Inconfidência Mineira, a casa serviu de prisão para alguns conjurados. Atualmente, funciona na Casa dos Contos o Centro de Estudos do Ciclo do Ouro e a exposição permanente da Casa da Moeda do Brasil, onde o visitante confere a historia econômica-fiscal do país através de moedas, cédulas e instrumentos de fundir. Entrada gratuita.

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Por Di Lua, sobre Diário de Viagem
Dia 29/10/2015

O castelo do segundo post especial de Diário de Viagens é o Castelo Windsor, onde a família real passa o verão. Localizado em Windsor, condado de Berkshire, o Castelo de Windsor é o maior castelo habitado do mundo, e uma das principais residências oficias da monarquia inglesa.

A estrutura original foi construída no século XI, após Guilherme I conquistar a normanda da Inglaterra, e é utilizado pelos monarcas desde o reinado de Henrique I. Além dos luxuosos apartamentos, o castelo ainda conta com a Capela de São Jorge, construída no século XV.

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Inicialmente, o Castelo de Windsor foi construído para proteger a dominação normanda nos arredores de Londres, como também vigiar uma parte do rio Tâmisa. Ele foi projetado como um castelo de mota (tipo de fortificação medieval onde os castelos eram compostos por duas partes, a mota e o recinto fortificado), com três alas cercando a colina central.

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No início do século XIII, o castelo foi substituído por fortificações de pedra durante a Primeira Guerra dos Barões. Na metade do século, Henrique III construiu um palácio luxuoso dentro do castelo. Eduardo III foi além e reconstruiu a fortificação produzindo um conjunto de edifícios que se tornaram o projeto de construção civil mais caro da Idade Média na Inglaterra. Na Dinastia Tudor (Dinastia que durou 118 anos, após os Tudor assumirem a coroa inglesa em 1485. Henrique VII deu início à linhagem que teve como sucessores Henrique VIII, Eduardo VI, Mary I e Elizabeth I ), Henrique VIII e Isabel I passaram a utilizar o castelo cada vez mais como uma corte real.

castelo windsor lary di lua (1)Câmara Waterloo

No século XVIII o Castelo passou por reconstruções, e ganhou móveis nos estilos rococó, gótico e barroco. Durante a Segunda Guerra Mundial o Castelo de Windsor foi utilizado como refúgio da família real. Atualmente o Castelo funciona como casa de verão da Rainha Isabel II e ponto turístico durante alguns meses do ano.

Créditos: The Royal Collection © 2002, Her Majesty Queen Elizabeth II | Photographer: Mark Fiennes

Entre outubro e março, os turistas podem visitar os quartos de George IV, os mais ricos em detalhes no palácio. O East Terrace, parte mais exclusiva do castelo e que dá acesso ao Jardim de Rosas particular de George IV, é aberto de agosto a setembro. Além disso, dependendo da época do ano, os turistas podem assistir a cerimônia de Troca da Guarda, que é a substituição dos guardas que protegem o palácio.

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Vocês conhecem o Castelo Windsor? Tem vontade de conhecer ? Me conte aqui:

 


Por Di Lua, sobre Diário de Viagem
Dia 10/03/2015
No dia em que fui ao Outlet Premium Brasília, paramos para lanchar na Route 60, que é um espaço com lanchonete, restaurante e loja. Localizada na GO 060, em Abadiânia/GO, o local é ponto de encontro de motoqueiros que partem em busca de aventura.
O Route 60 foi totalmente inspirado na famosa estrada do sonho americano, a Route 66. Bom atendimento, lanches deliciosos e um ambiente muito bem decorado. Senti como se estive em algum restaurante da Route 66, lá pelas bandas do Arizona (rsrs).
Salgado com recheio de carne de sol / Foto tirada por Fernando Monteiro
Mural com adesivos dos motoclubes que já passaram por lá
Entrei em contato com a Route 60 para saber mais sobre o local, mas eles não me responderam L.

 


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