Por Di Lua, sobre Moda
Dia 17/03/2016

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Eu sabia que para bater perna no meu primeiro dia em Ouro Preto, que é famosa também por suas ladeiras, eu deveria estar com um look confortável, entretanto não quis abrir mão do estilo, até porque queria tirar várias fotos para postar aqui. Assim, ao invés de levar um tênis esportivo, e ideal para as caminhadas, levei meu All Star branco e assim o combinei com saia jeans Forever 21 e bata boho fresquinha.

Adorei o meu look, principalmente por ele ser diferente do que eu sempre uso: calça jeans ou short jeans, rsrs.  Eu quase nunca uso saia (apesar de ter algumas) e há tempos estava querendo encontrar uma que eu pudesse usar em diversos tipos de ocasião (serviço, passeios, happy hour, festinhas) e acabei encontrando essa na Forever 21 do Shopping Flamboyant.

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Quando eu era mais nova, por volta dos 12 anos, eu só gostava de tênis esportivos e só usava eles. Com o passar do tempo, ainda bem, passei a gostar mais dos modelos baixinhos e casuais, como os da Converse e da Keds. Esse meu branco quase não saí do meu pé e é minha aposta certeira para os looks básicos do trabalho ou para os passeios do dia a dia.

Por fim, uma batinha boho em crepe que comprei em uma lojinha aqui em Goiânia e é bem fresquinha, o que favoreceu minhas andanças no meu primeiro dia em Ouro Preto. Ah e o nome do look tem tudo haver com Ouro Preto: cheia de ladeiras, e é também uma homenagem ao livro que li ainda criança “A Ladeira da Saudade”, de Ganymédes José, responsável pelo meu desejo de conhecer essa cidade mineira que desde então me encanta.

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Fiquem de olho aqui no blog, pois na semana que vem terá a segunda parte do Diário de Viagem: Ouro Preto. Ah, e me seguem no snap: larydilua.

Gostaram do meu look? Comente aqui:


Por Di Lua, sobre Diário de Viagem
Dia 15/03/2016

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Na última quinta-feira, dia 10, viajei para uma cidade que fiquei com vontade de conhecer desde que li “Ladeira da Saudade – de Ganymédes José”, quando tinha dez anos: Ouro Preto. A cidade mineira, que teve seu esplendor no século XVIII, recebeu o título de Patrimônio Mundial da UNESCO em 1980.

Nos quatro dias que fiquei em Ouro Preto, visitei igrejas, famosas por sua arquitetura rococó e por obras significativas do Aleijadinho e Ataíde, museus, fui de trem para Mariana e visitei mina de ouro. Dividi esse Diário de Viagem em quatro partes para não ficar tão cansativo. Nesse primeiro você conhece um pouco mais sobre a História de Ouro Preto.

ouro-preto-lary-di-lua (4)Praça Tiradentes

História de Ouro Preto

Buscando ouro, pedras preciosas e escravos indígenas, os bandeirantes começaram a percorrer a região onde hoje é Minas Gerais ainda no século XVI. Mas foi só no final do século XVII que o ouro foi descoberto na região, inclusive correndo no leito do Rio do Carmo, que nasce na Serra do Espinhaço, em Ouro Preto, entra em Mariana e desagua no Rio Doce.

Uma verdadeira “corrida do ouro” ocorreu no século XVIII a partir da descoberta, e brasileiros e portugueses passaram a migrar para as regiões auríferas buscando o enriquecimento fácil. Contundo, quem mais lucrava com a atividade era a coroa portuguesa, que cobrava o quinto, através das Casas de Fundição, de todo o ouro encontrado. Portugal ainda cobrava uma certa quantidade de ouro das regiões auríferas.

ouro-preto-lary-di-lua (16)Interior da Casa dos Contos

Com isso, a população de Vila Rica começou a crescer. A ocupação deu-se nas margens dos ribeirões, onde o ouro era abundante, e nos morros que circundam a cidade, repletos de minas. O município chegou a ser o mais populoso no período colonial, contando com cerca de 40 mil pessoas em 1730 e com 80 mil algumas décadas depois. Oficialmente, foram enviadas a Portugal 800 toneladas de ouro no século XVIII, isso sem contar o que circulou de maneira ilegal, nem o que permaneceu na colônia, como por exemplo o ouro empregado na ornamentação das igrejas.

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Ouro Preto foi palco de vários conflitos, entre eles:

– Guerra dos Emboabas, em 1708 – conflito travado pelo direito de exploração das recém-descobertas jazidas de ouro na região de Minas Gerais, cujo ponto alto ocorreu em Cachoeira do Campo, atual distrito de Ouro Preto.

– Inconfidência Mineira, em 1789 – tentativa de revolta que pretendia eliminar a dominação portuguesa de Minas Gerais, estabelecendo um país independente. O povo, principalmente os fazendeiros rurais e donos de minas, estavam insatisfeitos com os impostos que deviam ser pagos a coroa portuguesa advindos da exploração do ouro, que começava a diminuir. Assim, a elite mineira começou a se reunir para conquista a liberdade definitiva e implantar o sistema de governo republicano. O grupo era liderado pelo alferes Joaquim José da Silva Xavier, conhecido por Tiradentes, e composto pelos poetas Tomas Antonio Gonzaga e Cláudio Manuel da Costa, o dono de mina Inácio de Alvarenga, o padre Rolim, entre outros. Contundo, visando receber o perdão da coroa, o inconfidente Joaquim Silvério dos Reis denunciou o grupo para as autoridades portuguesas. Todos os inconfidentes foram presos e enviados ao Rio de Janeiro, acusados pelo crime de infidelidade ao rei. Alguns inconfidentes foram degredados para a África e outros uma pena de prisão. Porém, Tiradentes, após assumir a liderança do movimento, foi condenado à forca em praça pública.

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Museus

Visitar Ouro Preto é reviver a história, é reviver o ciclo do ouro através das paredes das igrejas, dos museus e das ladeiras. Para conhecer a história da cidade e saber mais sobre a mineração, vale a pena visitar o Museu da Inconfidência, o Museu da Mineralogia e a Casa dos Contos.

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O Museu da Inconfidência, inaugurado em 11 de agosto de 1944,  está localizado na Praça Tiradentes, em um prédio da antiga Casa de Câmara e Cadeia de Vila Rica. A exposição apresenta a Inconfidência relacionada a cidade, mostrando a infraestrutura de Ouro Preto, das origens até o período imperial, objetos de construção civil, meios de transporte, mineração, documentos da inconfidência, objetos dos inconfidentes, além da criação artística da cidade, em que Aleijadinho é um dos artistas principais. Ingresso: R$10 inteira e R$5 meia.

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No Museu de Ciência e Técnica – Escola de Minas da UFOP (Mineralogia), também localizado na Praça Tiradentes, os visitantes tem acesso a amostras de minerais, entre eles do diamante, do quartzito flexível (pedra mole), estalactites, de ágatas, opalas e outros. Além disso, é possível fazer um passeio através da ciência, e conhecer o observatório astronômico. Ingresso: R$10 inteira e R$5 meia.

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O prédio onde funciona o Museu da Casa dos Contos foi construído em 1782 e 1784 para residência do administrador da Arrecadação Tributária das Entradas e Dízimos, João Rodrigues de Macedo. Durante a Inconfidência Mineira, a casa serviu de prisão para alguns conjurados. Atualmente, funciona na Casa dos Contos o Centro de Estudos do Ciclo do Ouro e a exposição permanente da Casa da Moeda do Brasil, onde o visitante confere a historia econômica-fiscal do país através de moedas, cédulas e instrumentos de fundir. Entrada gratuita.

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Por Di Lua, sobre Diário de Viagem
Dia 16/07/2015
Rio Água Fria | Ipê RoxoRio Água Fria | Ipê Roxo

Depois de quase dois anos sem férias do trabalho, eis que tirei 15 dias de férias pois também sou filha de Deus rsrs. Queria ter ido para Nova York, como no ano passado, que também quis e não fui rsrs. Pois bem, parei de gracinha rsrs. Nos anos anteriores, mesmo não estando de férias, fui para praia, mas neste acabei indo para fazenda ( em Goiás e no Tocantins).

No primeiro final de semana de julho, fui para a chácara da minha mãe, que fica em Vianópolis, interior de Goiás. Como de costume, realizamos uma Festa “Julina”. A festa, que é mais uma forma de reunir a família, têm comidas típicas, decoração caprichada, pescaria, quadrilha improvisada e muito forró.

festa julina lary di lua (2)

Este ano, os artigos decorativos foi quase todo comprado pronto, mas ainda assim fizemos bandeirolas de TNT e flores de seda. A grande atração da festa é a pescaria, brincadeira aguardada não só pelas crianças, mas também pelos adultos. Sempre tentamos comprar lembrancinhas que agradem todas as faixas etárias, e por isso todo mundo entra na festa. Além disso, pescar o peixinho de plástico muitas vezes é mais difícil que pescar um real, o que deixa a brincadeira mais disputada.

festa julina lary di lua (1)

O cardápio, que não foi tão tradicional, contou com pipoca, pé de moleque, paçoquinha, feijão tropeiro e churrasco. Ah, também teve quadrilha improvisada.

Ema | Tucano | Jaó

Já no último final de semana, fui com o namorado para a fazenda da família dele, que fica em Araguaçu-TO. Ajudamos nos afazeres, caminhamos, vimos muitos animais (silvestres e da fazenda) e comemos muito (rsrs).

Em nossas caminhadas, vimos espécies características do cerrado e do Tocantins, como macaco-prego, ema, seriema (pássaro muito comum na região que fica a chácara da minha mãe), jaó (pássaro com formato de corpo semelhante a galinhas e com pio longo) e Arara-canindé (a qual não conseguimos fotografar 🙁 ).

Porquinhos que tinham acabado de nascer | Gado Nelore

Minha dieta que eu já deveria ter começado foi por água abaixo: pão de queijo, queijo de trança, mané-pelado, doce de leite, lombinho, biscoito frito, moça branca, foi só algumas das delicias que saboreei por lá.

Como estão sendo as férias de vocês? Comente aqui:

*Fotos: Fernando Monteiro e Laryssa Machado

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