Por Di Lua, sobre Diário de Viagem, Uncategorized
Dia 30/07/2013
Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros
Quer conhecer a Chapada dos Veadeiros? Programe uma semana, e mesmo assim você não conhecerá nem a metade das atrações. Há mais de 100 cachoeiras, muitas em propriedades particulares, que cobram pequenas taxas para visitação. Fui quinta e voltei no domingo, e consegui ir em apenas dois lugares, o Vale da Lua e no Salto do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Para chegar na maioria das cachoeiras é preciso percorrer trilhas de difícil acesso, então não dá para conhecer mais de duas no mesmo dia.

Vale da Lua

O Vale da Lua localizado a 11 km do povoado de São Jorge, é um conjunto de formações rochosas causada pelo trabalho das águas do rio São Miguel. O lugar recebeu este nome por lembrar a paisagem lunar, há crateras e galerias subterrânea escavadas pelo atrito da areia (levada pela água) com as rochas. A trilha para chegar ao vale é de fácil acesso, no entanto para passar de um piscina natural (lugares apropriadas para banho) para outra é mais complicado, pois é preciso subir pelas pedras. Como a atração está localizada em uma propriedade particular e necessário pagar uma taxa ( no momento é R$ 10,00).

Salto de 120m
No Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, fizemos a trilha que levava aos saltos de 120m e 80m do Rio Preto. Com cerca de duas horas de caminhada, percorremos um trilha um tanto “pesada”, haja folego e preparo físico. Mas o resultado final vale a pena, o lugar é de uma beleza incrível.
Pousada em formas de disco voadores – Luna Zen
Diferente do mostrado na mídia no ano passado, nem todas pousadas tem formato diferentes (disco voadores e piramides), mas a maioria tem um toque especial. Fiquei hospedada na Pousada Conquista do Paraíso, que é muito organizada e aconchegante. Os donos, Sr. Beto e D. Sonia, são super gente boa, davam dicas de passeio, estavam sempre dispostos a ajudar , e ainda prepararam uma fogueira de despedida em nossa última noite.
Pousada em que fiquei e indico

Alto Paraíso – Parte I


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Dia 26/07/2013

Portal em formato de Disco Voador na entrada da cidade

Localizada há 230 km de Brasília-DF e a 412 km de Goiânia-GO, Alto Paraíso é uma cidade cercada de beleza naturais e misticismo. A cidade pertence a Chapada dos Veadeiros (criado em 1961), unidade de conservação ambiental que abrange uma área de 65 514 de cerrado de altitude, abrigando uma rica e diversificada flora e fauna. Para aproveitar a última semana de férias da minha mãe, decidimos conhecer a cidade e a Chapada.

Chapada dos Veadeiros

Recentemente a cidade ficou conhecida pelo seu ar esotérico, que ganhou força com o “último” fim do mundo (21.12.2012), que de acordo com o calendário maia, encerraria um ciclo de 5.125 anos. Isso porque a cidade é cortada pelo paralelo 14, que também atravessa Machu Picchu, no Peru, e está em uma placa enorme de quartzo, de 4 mil metros quadrados, cercada por rochas e paredões. Os místicos acreditam que a região é o coração magnético do país e que a força dos cristais protege a cidade de qualquer profecia apocalíptica. 


No entanto, a dona da pousada em que ficamos nós disse que nem todo mundo da cidade acreditava nessa história de fim do mundo e o quê ocorreu foi uma grande especulação. Em dezembro do ano passado, diferente do quê foi anunciado pela impressa, a cidade não ficou lotada de pessoas que acreditavam no fim do mundo, e que essa história vinculada pela mídia só serviu para afastar os turistas, que adiaram a ida a cidade por achar que ela estaria lotada.

Mesmo assim, a cidade não perdeu seu ar místico, que é proporcionado pela quantidade de pedras e cristais presente na região. Muitas pessoas acreditam no poder de cura dos cristais, que há muitos anos vem sido usadas para a busca do equilíbrio físico e espiritual. Alto Paraíso é aconchegante , cheia de hippies e turistas.  No primeiro dia conhecemos alguns mirantes da Chapada e lojas de artesanatos da cidade.

A cidade é cheia de lojinhas de cristais e pedras

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Dia 07/02/2013
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Casa da Cora Coralina

Cidade de Goiás ou Goiás Velho é um município aqui de Goiás, a 148 Km de Goiânia. Em 2001 foi reconhecida como Patrimônio Histórico e Cultural Mundial pela UNESCO (2001), devido sua arquitetura barroca, tradições culturais seculares e pela natureza que a circunda. Eu visito a cidade pelo menos umas 3 vezes ao ano.

Com a descoberta de ouro em Minas Gerais no século XVI, foram intensificadas as bandeiras (expedições ao interior do país em busca de riquezas) em território goiano, que acabou propiciando a apropriação das minas de ouro dos índios goiases. Em 1727, Bartolomeu Bueno da Silva funda o Arraial de Sant’Anna, que mais tarde (1736) foi elevada à condição de vila administrativa, já com o nome de Vila Boa de Goyaz, pertencente à Capitania de São Paulo. Nessa época, a cidade era próspera devido a riqueza do ciclo do ouro.

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Igreja Nossa Senhora do Rosário | Igreja Santa Bárbara
Somente em 1748 foi criada a Capitania de Goiás, sob administração do governador Dom Marcos de Noronha, o Conde dos Arcos, que só chegou ali em 1753. A vila transformou-se em capital da comarca, e Noronha manda construir a Casa da Fundição (1750), o Palácio Conde dos Arcos (1751), entre outros.
Com a escassez do ouro no final do século XVIII, a população de Vila Boa se reduz, e atividade econômica é orientada para a agropecuária. Em meados de 1930, perde o prestígio de capital para Goiânia.
Cidade de Goiás, como veio a ser conhecida, manteve a arquitetura colonial de suas casas, ruas e das igrejas, destacando-se os museus de Arte Sacra, da Bandeira e o Palácio Conde dos Arcos. Hoje a principal atividade econômica do setor é o ecoturismo, motivada por estar localizada próximo a Serra Dourada e ser cortada por Rios, como o Mandu e Zanzan, afluentes do Rio Vermelho.
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Rio Vermelho – Vista da Casa da Cora
Lugares para visitar:
  • Igreja de Santa Bárbara, que está localizada na parte alta da cidade e por isso oferece uma linda visão, principalmente no nascer ou por-do-sol. Foi construída em blocos de pedra-sabão e adobe, possui uma escadaria com 87 degraus.
  • Igreja Nossa Senhora do Rosário, foi construída em 1761, demolida e refeita em 1934 por padres dominicanos. Vale visitar pelo seu estilo neogótico.
  • Casa de Cora Coralina, um dos principais cartão postal da cidade, a antiga casa é hoje um museu da poetista.
  • Museu das Bandeiras, possui um rico acervo de materiais utilizados no garimpo, porcelanas portuguesas, e outros objetos que remetem aos séculos 18,19 e 20.
  • Palácio Conde dos Arcos, é a antiga sede do governo, e assim como o Museu das Bandeiras, hoje é um museu composto por peças do ciclo do ouro.
  • Furna da Bandeirinha, é um túnel que provavelmente foi escavado por escravos, com acesso a vários salões, localizado no Morro da Bandeirinha.
  • Coreto, nada melhor que passar um fim de tarde no coração da cidade.
  • Chafariz da Boa Morte,  foi construído em 1778 em alvenaria de pedra e tinha a finalidade de fornecer água a cidade, juntamente com o Chafariz Carioca.
  • Cachoeiras, a cidade é cercada por elas. Cachoeira Grande, Cachoeira das Andorinhas, além do Balneário Santo Antônio e do Carioca.
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Chafariz da Boa Morte

Principais Festividades
Janeiro: Folia de Santos Reis
Fevereiro – Março: Carnaval
Março – Abril : Durante a Semana Santa ocorre a Procissão do Fogaréu, que atrai milhares de turistas a cidade
Junho – Julho: FICA, Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental que também atrai muita gente
Além de diversas comemorações religiosas durante o ano.

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Procissão do Fogaréu – Foto de Marcello Casal Jr/ABr

Onde Ficar

Se você está indo com familiares, quer um programa mais tranquilo, há diversas opções de Hotéis Fazenda, como:
Manduzanzan
Serra Dourada
Fazenda Quinta Pousada Ecológica
Mas se você está indo com a galera, quer um programa barato, há pousadas com diária a partir de R$ 25 reais, com café da manhã incluso, como:
Pousada Vovó Dú (conheço)
Pousada Sol
Pousada do Ipê

E você, já conhece a cidade?

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