Dia 07/12/2009

Thalyta resolveu enfrentar todas as consequências, deixou para trás pais e namorado, e foi seguir a vida religiosa Com 21 anos, Thalyta Pereira Lima, decidiu que era a vida religiosa que iria seguir. Nascida em Cavalcante, no interior de Goiás, desde criança sentia que não queria a vida cotidiana que as mulheres casadas levavam. E foi ao som dos pássaros no jardim do convento que ela me recebeu para contar um pouco da vida que leva. O que te levou a entrar para o convento? Foi um desejo de infância. Quando tinha oito anos de idade eu sentia que Deus queria algo de mim, algo diferente dessa vida cotidiana, que na época eu considerava como uma rotina das jovens e mulheres que optavam pelo matrimonio. Eu sentia que o meu desejo ia além disso, não que a minha opção pela vida religiosa seja melhor ou pior, mas era um desejo de contribuir nessa sociedade, para que algo de bom pudesse acontecer na vida das pessoas, de modo especial,na dos pobres. Quando você viu que era isso que queria, teve dúvida? Eu sentia no começo muita dúvida e tal,será que eu faço , será que eu não faço, será que eu tomo essa decisão ou não. Mas vi que tinha que arriscar, apesar de ser um desejo antigo, eu não tinha coragem. Então a partir do momento que decidi, eu falei: vou enfrentar todas as consequências custe o que custar, pois essa é voz interior que eu escuto e sinto, então vou segui-la. Porque até então eu tinha namorado, eu não queria entrar para o convento, mas eu resolvi ouvir a minha voz interna e nisso tive coragem, e resolvi procurar uma congregação. Qual foi a reação da sua família diante da sua decisão? Dos 8 anos de idade até os meus 20, eu nunca tinha manifestado nada para a minha família, porém eu sentia dentro de mim esse desejo. Mas ai, depois de um longo processo de reflexão, de ponderação entre a opção de fazer ou não a escolha, percebi que era isso que queria. Então quando decidi, liguei para minha mãe, porque no momento eu estava em Aparecida de Goiânia. Eu já tinha conhecido o convento, feito a opção mesmo, e já estava no processo de acompanhamento para entrar. Liguei e falei que tinha uma surpresa e ai, minha mãe perguntou qual era a surpresa, e evidentemente ela achou que eu estaria grávida (risos). Mas quando eu falei que eu ia entrar para a vida religiosa ela vibrou, parece que ela pulava do outro lado de tanta alegria, eu sentia isso. Mas com o passar do tempo, ao longo dos anos, eu percebo que a minha família apoia, porém já não é com o mesmo entusiasmo entendeu, agora o porquê eu não consigo compreender muito bem, talvez por ficar longe, ficar um ano sem ver eles. E como foi essa procura pela congregação, o primeiro contanto? No momento em que decidi realmente, peguei o telefone, discava o número e antes da pessoa atender eu desligava. Fiz isso umas 5 vezes, aí na sexta vez, eu falei: agora eu ligo mesmo. Aí eu liguei conversei com Irmã Maria Helena marcamos um encontro para nos conhecermos. Foi em um hospital, porque tinha uma irmã que estava fazendo cirurgia. Depois disso, começamos a nos encontrar frequentemente para eu conhecer mais de perto a congregação, e elas me conhecerem, conhecer minha família, então foi um processo que durou mais ou menos um ano. Em mundo cada vez mais individualista o jovem acaba se afastando da igreja. Os jovens têm procurado seguir a vida religiosa? Hoje quando se trata dos jovens homens no seminário, a procura está bem maior pela vida religiosa, então há uma ascendência na vocação masculina. Na feminina que antes era maior, hoje deu uma diminuída bem grande, nesse processo de querer, de entrar. Acho que pelos próprios desafios que a sociedade impõe diante de uma opção dessas. A Fundação das Irmãs Franciscanas dos Pobres se baseiam na filosofia de São Francisco de Assis. Como é a atuação de sua congregação em Goiás? A nossa congregação em Goiás é bem forte, mas não é em muitas cidades. No Brasil nos só temos casa em Goiás e em quatro cidades: Goiânia, Pires do Rio, Ipameri e Jataí. Então a gente desenvolve trabalhos juntamente com os pobres, cada instituição difere-se da outra no modo de trabalhar, mas eu penso que é nesse processo mesmo, na linha da assistência social de lidar com creche, com famílias. Por mais que atuamos em poucas cidades, a atuação é consistente, vale à pena, porque trabalhar com criança é gratificante, e é uma área de prioridade para a nossa congregação, é claro que abrangem outras áreas, mais a infância e a adolescência são os principais campos de atuação. Laryssa Machado
obs: Essa entrevista foi realizada no início de Novembro, mas só agora tive tempo para postar.


Dia 24/10/2009

Em coletiva de imprensa na última quarta-feira(16/10), na Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), o jornalista Pablo Hernandez falou um pouco de sua carreira profissional. Atualmente como full-time, ele escreve no Almanaque e no Suplemento do Campo, ambos os cadernos do O Popular, além disso, faz alguns trabalhos esporádicos para a Revista Sexy. Pablo Hernandez concluiu o curso de Jornalismo em 2000, na Universidade Federal de Goiás (UFG), onde também fez pós-graduação em Assessoria de Comunicação.E nesses 9 anos trabalhou em jornais impressos, produção de TV, rádio e assessoria de comunicação. O jornalista acha que os recém-formados têm chances maiores em rádio, uma vez que ela é mais aberta, mas não é muito diferente dos outros campos. “O mercado nunca é bom”, mas acha que as pessoas têm que pensar além de TV e Rádio, e citou a Assessoria em Comunicação uma área que segundo ele pode crescer bastante em Goiás. Em produção de TV ele escrevia a matéria, seleciona as fontes e o repórter era quem realizava, e isso às vezes o deixava frustrado, se sentindo como uma “maquininha de pautar”, mas gostou de trabalhar lá. Pablo afirma que o trabalho em rádio é diferente, cada dia tem uma novidade. Escrever no Almanaque e no Jornal do Campo possibilitou a Pablo Hernandez conhecer mais pessoas e o mundo das crianças. “Eu prefiro falar com uma criança do que com um Político”, afirma Pablo, se referindo aos colegas que se acham melhores por escreverem em cadernos de política ou economia. Apesar de achar o texto impresso mais trabalhado do que o da internet, Pablo Hernandez acha que a liberdade possibilitada pela internet, pode sim atrapalhar os jornais impressos, que terão de ser reformulados. Questionado sobre a queda do diploma, o jornalista diz que “O Supremo Tribunal Federal (STF) julgou algo que não conhecia”. Ele vê a sua categoria como mediadora da sociedade, e que em momento algum tira a liberdade das pessoas. “Nem percebo o trabalho da FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas)”, para ele os jornalistas têm que se unirem mais, reivindicar os seus direitos. “Os jornalistas não têm medo de processos” afirma sobre a repreensão sofrida pela categoria. Ele acha que a mais violenta foi a dos anos 60, e que hoje os jornalistas sofrem censuras por questões financeiras. Sua visão sobre o jornalismo de quando era estudante até hoje mudou muito. “A gente imagina que é muito mais prazer, mais do que sofrimento”. Depois de decepções com amigos, empresas, os caminhos profissionais seguidos, suas concepções mudaram “A vida vai te levando para rumos diferentes”. “O jornalista é injustiçado”, afirma ele, que já fez boas matérias que não foram escolhidas ou mudadas, por interesses da empresas, ou censuras políticas. “O jornalista é o meio entre o fato e a sociedade” descreve, e completa falando que se é jornalismo que os estudantes querem fazer, que sigam em frente. Laryssa Machado


Por Di Lua, sobre Uncategorized
Dia 26/04/2009

Nossa deu um trabalho para fazê-la,mas tirei a nota máxima, 5.0 pontos.Fiquei muito feliz :).

Quase um terço da população da Grande Goiânia anda de ônibus todos os dias. Os usuários do transporte coletivo urbano reclamam que os ônibus passam atrasados no ponto, andam em situação precária e superlotados. Ontem várias pessoas reclamaram do problema no Terminal do Eixo Anhanguera no Jardim Novo Mundo. A estudante do Ensino Médio, Luciana Campos, de 17 anos, disse que a superlotação dos ônibus acontece por causa do crescimento da cidade. “Existe uma grande demanda de pessoas, e a cidade não tem como atender a todos”. De acordo com o pedreiro Eli Ribeiro, 47 anos, nos horários de pico a situação fica pior. “É quase impossível andar de ônibus entre às 6:00 horas e 7:00 horas da manhã . Por estar muito cheio, as pessoas acabam se machucando.” A Servidora da Secretaria Municipal de Educação, Maria Lúcia Neves, de 49 anos, acredita que a superlotação dos ônibus é porque falta veículos. “A solução para este problema seria colocar mais ônibus para circular, aumentar as linhas que percorre os bairros e implantar o metrô subterrâneo”. A Monitora do Transporte Coletivo, Camila Derli, que fiscaliza as plataformas do Eixo Anhanguera , disse que “o transporte público precisa melhorar muito e, para isso, precisar comprar mais ônibus”. Para ela o metrô não seria a solução mais eficiente, porque ficaria caro. A maioria das pessoas continuaria andando de ônibus. Luciana disse que o transporte público de qualidade é um direito de todos. “O governo deve investir em transporte, porque pagamos impostos para ter esse serviço”. A Metrobus, que transporta atualmente 150 mil passageiros por dia, não quis falar sobre esse assunto.


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