Por Di Lua, sobre Diário de Viagem
Dia 10/07/2013

 

O FICA (Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental) acontece desde 1999 na Cidade de Goiás e tem como principal objetivo aumentar o debate ambiental por meio da cultura e do cinema. Em 2011 fui ao festival pela primeira vez e gostei. No ano passado fui para o lançamento do curta em que participei da produção: Sol Inimigo – o drama do povo no Recanto das Araras. Esse ano fui novamente e consegui prestigiar entre outros, o bate papo com o cineasta Fernando Meirelles e o debate do jornalista Ambiental André Trigueiro com Roger Straessle ( editor suíço de uma revista ambiental).
O bate papo com o Fernando foi emocionante, e até me fez pensar seriamente em fazer uma pós em cinema e colocar em prática uns projetos de curta que tenho na minha gaveta. Confira no vídeo abaixo, parte desse momento.
Já o debate do André Trigueiro que foi sobre o “Papel do Cinema e da TV na conservação ambiental” veio a calhar. Eu meio que vivo em uma insatisfação de récem-formada, na qual percebi que o problema não era qual curso fazer, mas o quê fazer depois de formada. Então me vejo ouvindo o André ( jornalista que eu já admirava e havia conhecido durante o Congresso de Jornalismo Ambiental no Rio de Janeiro em 2011) falando sobre o papel do jornalista na sociedade atual, e como ele deve agir na preservação do meio ambiente vi que fiz o curso certo, e a questão agora é definir meu foco.
O Festival consegue unir música, cinema, meio ambiente e cultura, além de mostrar/revelar produções que não são tão conhecidas, mas que são de grande importância.

Dia 16/04/2013

 

Quem nunca viu alguma placa da Route 66 (Rota 66) em filme americano que atire a primeira pedra. É a mais famosa estrada americana, berço do primeiro McDonald’s do mundo. Já foi cenário de filmes como Easy Riders, Forest Gump, Thelma e Louise, Cars e muitos outros.A rota tem 3917Km de extensão, ligando 8 estados: Illinois, Missouri, Kansas, Texas, Oklahoma, Novo México, Arizona e Califórnia.
Ela se tornou símbolo de mobilidade e liberdade, reforçada pelo grande número de músicas, livros, filmes e outras formas de arte que retratando-a como a essência da cultura da América . Além de transformar o oeste americano em uma região economicamente vital do país.
Em meados da década de 1920, o governo americano aprova a construção de uma ligação rodoviária entre Chicago, no centro-norte dos Estados Unidos, e Los Angeles, na costa oeste. No verão de 1926, a nova estrada foi batizada oficialmente como U.S. Highway 66. Nos anos 30, época da Grande Depressão, a estrada passaria a significar esperança. Bandos de desempregados de Chicago e de grandes cidades da costa leste usavam a via para se dirigir rumo ao oeste à procura de uma vida melhor. Na década de 40, tempos de Segunda Guerra Mundial, a Route 66 simbolizaria a união do país. Tomada por milhares de caminhões que levavam tropas e munições de uma costa a outra dos Estados Unidos, ela foi palco da maior mobilização militar da história americana. Na década de 1960, auge do movimento hippie, a estrada se torna o caminho dos sonhos e milhares de jovens cai na estrada.

 

Em 1985 a Rota 66 deixou de fazer parte do US Highway System, ficando esquecida no tempo com alguns trechos abandonados. Mas até hoje o fascínio pela Estrada Mãe ( Mother Road), continua levando até ela milhares de turistas do mundo todo.

 

Saiba mais:
Illinois Route 66
Viagem de Moto*Fotos retiradas da internet


Por Di Lua, sobre Diário de Viagem
Dia 07/02/2013
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Casa da Cora Coralina

Cidade de Goiás ou Goiás Velho é um município aqui de Goiás, a 148 Km de Goiânia. Em 2001 foi reconhecida como Patrimônio Histórico e Cultural Mundial pela UNESCO (2001), devido sua arquitetura barroca, tradições culturais seculares e pela natureza que a circunda. Eu visito a cidade pelo menos umas 3 vezes ao ano.

Com a descoberta de ouro em Minas Gerais no século XVI, foram intensificadas as bandeiras (expedições ao interior do país em busca de riquezas) em território goiano, que acabou propiciando a apropriação das minas de ouro dos índios goiases. Em 1727, Bartolomeu Bueno da Silva funda o Arraial de Sant’Anna, que mais tarde (1736) foi elevada à condição de vila administrativa, já com o nome de Vila Boa de Goyaz, pertencente à Capitania de São Paulo. Nessa época, a cidade era próspera devido a riqueza do ciclo do ouro.

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Igreja Nossa Senhora do Rosário | Igreja Santa Bárbara
Somente em 1748 foi criada a Capitania de Goiás, sob administração do governador Dom Marcos de Noronha, o Conde dos Arcos, que só chegou ali em 1753. A vila transformou-se em capital da comarca, e Noronha manda construir a Casa da Fundição (1750), o Palácio Conde dos Arcos (1751), entre outros.
Com a escassez do ouro no final do século XVIII, a população de Vila Boa se reduz, e atividade econômica é orientada para a agropecuária. Em meados de 1930, perde o prestígio de capital para Goiânia.
Cidade de Goiás, como veio a ser conhecida, manteve a arquitetura colonial de suas casas, ruas e das igrejas, destacando-se os museus de Arte Sacra, da Bandeira e o Palácio Conde dos Arcos. Hoje a principal atividade econômica do setor é o ecoturismo, motivada por estar localizada próximo a Serra Dourada e ser cortada por Rios, como o Mandu e Zanzan, afluentes do Rio Vermelho.
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Rio Vermelho – Vista da Casa da Cora
Lugares para visitar:
  • Igreja de Santa Bárbara, que está localizada na parte alta da cidade e por isso oferece uma linda visão, principalmente no nascer ou por-do-sol. Foi construída em blocos de pedra-sabão e adobe, possui uma escadaria com 87 degraus.
  • Igreja Nossa Senhora do Rosário, foi construída em 1761, demolida e refeita em 1934 por padres dominicanos. Vale visitar pelo seu estilo neogótico.
  • Casa de Cora Coralina, um dos principais cartão postal da cidade, a antiga casa é hoje um museu da poetista.
  • Museu das Bandeiras, possui um rico acervo de materiais utilizados no garimpo, porcelanas portuguesas, e outros objetos que remetem aos séculos 18,19 e 20.
  • Palácio Conde dos Arcos, é a antiga sede do governo, e assim como o Museu das Bandeiras, hoje é um museu composto por peças do ciclo do ouro.
  • Furna da Bandeirinha, é um túnel que provavelmente foi escavado por escravos, com acesso a vários salões, localizado no Morro da Bandeirinha.
  • Coreto, nada melhor que passar um fim de tarde no coração da cidade.
  • Chafariz da Boa Morte,  foi construído em 1778 em alvenaria de pedra e tinha a finalidade de fornecer água a cidade, juntamente com o Chafariz Carioca.
  • Cachoeiras, a cidade é cercada por elas. Cachoeira Grande, Cachoeira das Andorinhas, além do Balneário Santo Antônio e do Carioca.
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Chafariz da Boa Morte

Principais Festividades
Janeiro: Folia de Santos Reis
Fevereiro – Março: Carnaval
Março – Abril : Durante a Semana Santa ocorre a Procissão do Fogaréu, que atrai milhares de turistas a cidade
Junho – Julho: FICA, Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental que também atrai muita gente
Além de diversas comemorações religiosas durante o ano.

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Procissão do Fogaréu – Foto de Marcello Casal Jr/ABr

Onde Ficar

Se você está indo com familiares, quer um programa mais tranquilo, há diversas opções de Hotéis Fazenda, como:
Manduzanzan
Serra Dourada
Fazenda Quinta Pousada Ecológica
Pousada Sol
Pousada do Ipê

E você, já conhece a cidade?

Por Di Lua, sobre Diário de Viagem
Dia 22/08/2012

Íamos ao zoológico em nosso último dia em Buenos Aires, mas como o tempo não estava bom, ele não abriu. Então eu e minhas amigas decidimos andar pela Calle Florida , na 9 de Julio, na calle Lavalle, onde fizemos compras .

Depois do almoço fomos no museu do Bicetenário que fica ao lado da Casa Rosada. O museu foi inaugurado no dia 24 de maio de 2011 em comemoração aos duzentos anos de independência da Argentina, e está localizado onde era o Forte daquele período. É possível ver peças, partes de construções originais, carros da época, um vestido branco da Evita Perón, além de vídeos que contam a história da independência.
Museo do Bicentenário
Depois entramos na própria Casa Rosada, que no sábado é aberta para visitação pública. De lá decidimos ir para um cassino em Puerto Madero, mas desistimos depois de andarmos muito. Jantamos  na Lavalle, e depois voltamos para o Hostel  para arrumar as malas. Já me batia saudades…
interior da Casa Rosada
 puente-de-la-mujer-lary-di-luaPuente de la Mujer  (Ponte da Mulher)

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