Por Di Lua, sobre Diário de Viagem
Dia 30/06/2019
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Me apaixonei pela Grécia nas aulas de história do Ensino Fundamental. Naquela época eu ficava imaginando como pessoas poderiam ter imaginado, planejado e construído monumentos e templos incríveis há quatro mil anos sem ter nenhuma tecnologia como a qual temos hoje. E é claro que isso teve um dedinho dos deuses do Olimpo, certeza.

Imagem de Dimitris Vetsikas por Pixabay

A civilização grega deixou um grande legado histórico e cultural à sociedade ocidental, entre eles a concepção de democracia, filosofia, arquitetura, teatro, geometria, literatura e medicina. Sou apaixonada por história e a Grécia está na minha lista de lugares para conhecer urgentemente. Acredito que visitar o país hoje em dia é uma forma de reviver e entender como a Hélade (conjunto de cidades-estados que formavam a Grécia) ainda influencia nossas vidas após tantos anos.

Formação da Grécia

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Por volta do ano 2000 a.C., aqueus, jônicos, eólios e dóricos migraram para a região Balcânica, entre os mares Egeu, Jônico e Mediterrâneo. Esses povos, conhecidos como indo-europeus, eram oriundos do Norte da Europa e começaram a constituir as primeiras cidades-estados. Cada cidade possuía seu governo com características próprias e os aspectos culturais que unificavam todas elas, como a língua e a religião politeísta, por exemplo.

A civilização grega é dividida nos seguintes períodos: o Pré-homérico, que vai de 2.000 a 1.100 a.C.; Homérico, que vai de 1.100 a 800 a.C.; Arcaico, que vai de 800 a 500 a.C; Clássico, a partir de 500 a.C., e o Helenístico, que vai de 338 a 146 a.C. No período Pré-homérico desenvolveram as civilizações micênica e minoica na região banhada pelo Mar Egeu. Já no período Homérico se deu a formação dos clãs familiares, genos, que seriam a base para o surgimento das poleis no período Arcaico. O Clássico é caracterizado pelo desenvolvimento da filosófica de Socrates, Platão e Aristóteles. Por fim, o período Helenistico é marcado pela expansão da cultura grega pelo mundo com o império comandado por Alexandre, o Grande.

Atenas: uma cidade marcada por história e mitologia grega

Acrópole – Imagem de Dias12 por Pixabay

Atenas é a cidade que todo turista deveria conhecer na Grécia.  Localizada ao sul da Grécia, ela foi uma das principais cidades-estados, e atualmente é muito procurada por pessoas que buscam respirar história. A cidade teve grande destaque no poder devido a ter um dos maiores portos do Mediterrâneo, o Pireu, que impulsionou o comércio marítimo e, assim, possibilitou a ampliação do domínio ateniense no século VIII a.C.

É em Atenas que está a Acrópole, a cidade alta construída em 450 a.C. a 150m acima do nível do mar e que pode ser vista de toda a capital grega. Entre os monumentos mais importantes da Acrópole, estão o Propileu, o Erecteion e o Partenon, símbolo da civilização grega e construído, no século V a.C., em homenagem à deusa Atena.

Partenon – Imagem de timeflies1955 por Pixabay

A construção do Partenon é atribuída a Péricles, líder democrático de Atenas que foi responsável por diversas obras públicas após uma invasão persa. O projeto do templo é dos arquitetos Ictinus e Calícrates, que seguiam a arquitetura dórica, caracterizada principalmente pelo uso de colunas.

Apesar de ser todo em mármore branco, estudos recentes mostram que o Partenon era pintado de vermelho, azul e ouro, as cores de Atena, cuja imagem em madeira, marfim e ouro adornava a sala de adoração. Todas as deusas tinham uma sala especial no templo.

O Partenon é considerado uma obra perfeita pois sua estrutura segue o ideal matemático 9:4, que adota as relações do comprimento com largura e o espaço entre as colunas, com base em seus diâmetros.

Mitologia Grega

Para entender e apreciar a Grécia, acredito ser essencial conhecer o básico da mitologia grega, difundida no ocidente através de livros e filmes. Para os gregos, Gaia (terra) surgiu do nada e criou Urano (céu) que comeu os próprios filhos, os titãs, temendo a ambição deles pelo poder. Urano foi destituído pelo filho mais jovem, Cronos, que também passou a comer os próprios filhos (os deuses), até que sua esposa Rea salvou Zeus, o escondendo. Ao crescer, Zeus obrigou Cronos a devolver seus irmãos e dividiu com eles o universo.

Atenas – Imagem de Adrian Balea por Pixabay

Zeus assumiu o papel mais importante, deus dos deuses; Hades ficou responsável pelo mundo subterrâneo (dos mortos) e Poseidon pelos oceanos. Além deles, também havia Hera, esposa de Zeus; Atenas, filha dos dois; Apolo, Afrodite, Ares, Hermes e Dioniso. Eles habitavam o Olimpo e cada um tinha características próprias e sentimentos, diferenciado dos humanos por conta da imortalidade e dos poderes. Os humanos homenageavam os deuses com sacrifícios, festas e Jogos Olímpicos, que aconteciam de 4 em 4 anos.

*Com informações do Howstuffworks, InfoEscola e sua Pesquisa.

E vocês, também sonham em conhecer a Grécia ou só tiveram curiosidade após ler este post? Comente aqui


Por Di Lua, sobre Diário de Viagem
Dia 28/06/2019

Meu último dia em Vila Velha foi de muita praia e sol. A cidade é linda e as praias mais lindas ainda. Confira:

Após conhecer o Centro Histórico de Vitória e o Palácio Anchieta, fui para o ponto esperar um ônibus para ir para a Praça dos Namorados, na Praia do Canto, mas acabei pegando um Uber, pois o sol já estava se pondo e eu queria chegar na praia ainda durante o dia.

Eu utilizei ônibus apenas duas vezes durante minha viagem, que foi para ir do Convento da Penha até o Centro de Vitória e para ir até o Farol Santa Luzia, e foi super fácil. Pesquisei as linhas que iam para o destino que eu queria no Movit, que me mostrou as opções e que o ponto era de frente o prédio em que eu estava hospedada pelo AirBnb. O Movit é um aplicativo para pesquisar rotas e ônibus em todos os lugares do mundo (vale a pena baixar).

Cheguei na Praça dos Namorados, que é linda por sinal, e estava começando a feirinha de comida e artesanato que ocorre ali aos finais de semana a partir das 18h (eu não fotografei a feira, mas você pode vê-la neste vlog aqui). Aproveitei para experimentar uma torta capixaba muito famosa no Espírito Santo. Eu fiquei doida para experimentar a moqueca capixaba, porém estou com uma inflamação no intestino e não posso comer quase nada. Em relação à torta, me certifiquei dos ingredientes e como era assada não teve nenhum problema.

Saí da Praça dos Namorados e fui caminhando até a Curva da Jurema, uma praia cheia de quiosques e barzinhos e fui até o monumento em Vitória 360º. De lá fui para o apartamento descansar para aproveitar o dia seguinte.

Praias de Vila Velha: Praia Secreta, da Sereia e da Costa

Levantei assim que amanheceu. Tomei o café da manhã, arrumei minhas coisas, e peguei um ônibus direto para a prainha para conhecer o Farol Santa Luzia. Por um relapso de memória encontrei o farol fechado. A maioria dos museus e locais públicos não abrem para visitação às segundas-feiras e, com a supressão de um dia por conta da chuva, acabei me esquecendo disso.

Aproveitei que estava perto e fui para a Praia Secreta, uma praia linda que havia encontrado na internet enquanto fazia minhas pesquisas. Dei uma olhada no Google Maps, que mostrava que a Praia estava na primeira ruazinha a direita após o Farol. Desci a ladeira, virei a rua, mas cheguei a Praia da Ribeira. Fiquei sem entender, mas lembrei que havia passado, na ida e na volta do Farol, por uma portinha em um muro branco. Como eu já estava lá, resolvi voltar. No caminho encontrei alguns trabalhadores que confirmaram minha suspeita, a entrada para a Praia Secreta era realmente na portinha no muro branco.

Cheguei na entrada da Praia, que até então estava deserta, e me apaixonei pela vista. Uma pequena praia cercada por morros, pedras e cactos. Pensei em ir embora pois fiquei com receio de ficar lá só, mas logo quando terminei de pensar isso chegou uma família. Então desci até a praia e fiquei por lá até o final da manhã. A praia é bem tranquila e é linda, vale a pena visitar.  Não havia muitas pessoas na praia, mas com o passar das horas foram chegando algumas famílias. Ela foi a praia de Vila Velha que mais gostei de conhecer.

Vista da Praia Secreta de uma morro de pedra que tem em sua lateral

De lá, segui caminhando até a Praia da Sereia, que fica entre a Praia da Costa e a Praia do Governador (praia particular do governo). A praia recebeu essa nome por existir no local a escultura de uma sereia, no entanto, eu não a encontrei :(.

De lá segui para a Praia da Costa, uma das mais movimentadas da cidade. Tem um calçadão largo, quadras para a prática de esportes. Eu passei o dia todo lá e gostei bastante.

E você, já conhece Vila Velha? qual praia é a sua preferida?


Por Di Lua, sobre Diário de Viagem
Dia 25/06/2019

Conheci o Palácio Anchieta assim que terminei a visitação à Catedral Metropolitana de Vitória (saiba mais aqui). Fui correndo literalmente conhecer o local, pois aos domingos a visitação encerra às 16h, e só faltava apenas alguns minutos para aquele horário rsrs. Caminhei menos de 5 minutos da Catedral Metropolitana até o Palácio, então é tranquilo fazer o percurso a pé. 

Vestígios do altar da Igreja de São Tiago descoberto na restauração

Na visita ao Palácio Anchieta o visitante conhece o primeiro andar, onde há os vestígios do Colégio de São Tiago, construída pelos Jesuítas em 1570 e o segundo andar, que é a sede administrativa do Governo do Espírito Santo. Eu visitei apenas o primeiro andar, pois estava sendo gravado um filme (baseado nos livros de Machado de Assis) no segundo rs. A visita é guiada e totalmente gratuita.

Como conhecer o Palácio Anchieta?

Para visitar o Palácio não é preciso aviso prévio, nem comprar ingresso, pois a visitação é gratuita. O Palácio Anchieta está localizado na Praça João Clímaco, 142 – Centro, Vitória – ES, e a visitação ocorre de terça à sexta, das 09h às 17h, e sábado e domingo, das 09 às 16h

História do Palácio Anchieta

O conjunto arquitetônico formado pela Igreja de São Tiago e pelo Colégio dos Jesuítas começou a ser construído a partir de 1570, após um incêndio ter destruído a primeira igreja dedicado ao santo. As construções na Vila de Nossa Senhora de Vitória (hoje a capital capixaba) tiveram início no ano de 1551.

Por mais de duzentos anos a Casa de São Tiago foi tido como o expoente da educação na província do Espírito Santo. Em 1587, o Padre José de Anchieta fica responsável por dirigir e concluir a primeira ala do Colégio de São Tiago.

Apesar de ter sido construído pelos índios “catequizados” pelos Jesuítas, eram os filhos dos colonos portugueses que estudavam no Colégio.

O padre morre dez anos depois, sendo enterrado junto ao altar-mor da Igreja de São Tiago. Sua cripta está localizada no primeiro andar do Palácio e é mostrada durante a visita guiada.

Cripta do Padre Anchieta

A segunda alta do colégio, de frente para a baía de Vitória foi construída em 1707, e em 1734, junto a torre da igreja, a terceira ala. Com a expulsão dos jesuítas das colônias portuguesas em 1757, o complexo de São Tiago foi incorporado ao patrimônio nacional.

O Complexo passa a ser denominado Palácio do Governo em 1798, após um grande incêndio ter destruído o interior do templo dois anos antes. Ele sofreu muitas mudanças durante o governo de Jerônimo Monteiro (1908-1912). O Telhado original foi elevado, as fachadas remodeladas e é feita uma nova abertura em direção à Baia, além de outras mudanças com características ecléticas muito populares no início do século XX.

Mural de governadores

O Palácio recebeu o nome de Anchieta oficialmente em 1945, por meio de um decreto assinado pelo governador Jones dos Santos Neves. Em 1983, o edifício foi tombado pelo Conselho Estadual de Cultura e em 2004 iniciou-se a primeira obra de restauro, que só foi concluída em 2009.

Atualmente, o Palácio Anchieta abriga apenas os setores ligados ao Gabinete do Governador.


Por Di Lua, sobre Diário de Viagem
Dia 22/06/2019
Catedral Metropolitana de Vitória

Conheça o Centro Histórico de de Vitória através do Projeto Visitar.

Saí do Convento da Penha, em Vila Velha, e peguei o ônibus rumo ao Teatro Carlos Gomes, localizado no Centro Histórico de Vitória. O Teatro é um dos sete patrimônios culturais da cidade que podem ser visitados através do Projeto Visitar Vitória. Como ele estava fechado (eu já tinha sido informada pelo email que recebi do projeto, mas esqueci completamente L). Saí de lá e segui à pé para a Catedral Metropolitana de Vitória. Cheguei na Catedral e a monitora estava acabando de começar sua explicação para dois rapazes, e aproveitei para me juntar à eles. Assista ao vlog em Vitória aqui.

Patrimônios históricos de Vitória

Projeto Visitar Vitória - Lary Di Lua
Catedral de Vitória

A primeira Matriz da cidade foi a Igreja Nossa Senhora da Vitória, que tinha um estilo colonial e começou a ser construída em 1551, quando a cidade ainda se chamava Vila Nova. Com a criação da Diocese do Espírito Santo, em 1895, e a nomeação do primeiro bispo, Dom João Batista Correia Néri, a igreja recebeu o título de Catedral. Com isso, o número de fiéis aumentou e ela foi ficando pequena. Por isso, em 1918 decidem demoli-la e construir uma bem maior no local. Hoje a Catedral, que tem estilo eclético, destaca-se por uma imponência e seus lindos vitrais.

Projeto Visitar Vitória - Lary Di Lua

O ponto alto da visita, em minha opinião, foi visitar a sala onde fica a Relíquia de 2º Grau do Papa João Paulo (objetos utilizado por ele) e a de 1ª Grau (ossos) de uma freira que está em processo de canonização. Relíquias para a igreja católica são objetos ou partes do corpo de um santo ou personagem sagrado preservado. Na sala também há esculturas que datam de 1500 aproximadamente, trazidas de Portugal.

Igreja de São Gonçalo

Saindo dali visitei o Palácio Anchieta (tema do próximo post) e posteriormente a Igreja de São Gonçalo, a igreja dos pardos, que também faz parte do Projeto Visitar.  Conhecida como a igreja dos casamentos duradouros, a Igreja de São Gonçalo Garcia é feita de pedra e cal, e terminou de ser construída em 1766. Anteriormente havia no local uma capela consagrada a Nossa Senhora do Amparo e Boa Morte, mas em 1715 foi solicitado ao bispo da época a permissão para se construir um novo templo.

Projeto Visitar Vitória

O Projeto Visitar Vitória visa apresentar o Centro Histórico da cidade para os capixabas e turistas. São sete patrimônios históricos que contam com monitoria interna, são eles: Teatro Carlos Gomes, Igreja do Rosário, Catedral Metropolitana de Vitória, Capela de Santa Luzia, Convento São Francisco, Igreja de São Gonçalo e Convento do Carmo.

Você pode fazer o circuito à pé, pois eles são bem próximos um do outro. Para visitar todos os patrimônios você levará em média 3h a 4h. Eu não consegui visitar todos, pois já cheguei na cidade por volta das 17h, além disso a Capela Santa Luzia e o Teatro Carlos Gomes estavam fechados para obras de manutenção e reparo. O Projeto Visitar Vitória funciona de quarta a domingo, das 13h às 17h. Se você está indo com um grupo grande (com mais de dez pessoas é preciso agendar através do email visitar@correio1.vitoria.es.gov.br).

Projeto Visitar Vitória - Lary Di Lua
Igreja de São Gonçalo

E vocês, já conhecem Vitória? ficaram com vontade de conhecer depois deste post ?


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