Por Di Lua, sobre Diário de Viagem
Dia 26/01/2020
intercâmbio de estudo em Malta lary di lua

Vou fazer um intercâmbio de estudo em Malta e estou mega ansiosa! Na semana passada compartilhei essa informação com os meus seguidores no Instagram e choveu de perguntas. Pensando nisso, fiz um vídeo para o IGTV (assista aqui) e esse post para esclarecer algumas dúvidas.

Eu sempre tive vontade de fazer um intercâmbio, mas o medo, falta de dinheiro e por esperar o momento certo fez com que eu o adiasse. Antes de ir para os Estados Unidos em 2018, ponderei a ideia de fazer um intercâmbio para a Irlanda, mas acabei desistindo pois meus sonho era conhecer a Califórnia e assim fiz. 

No ano passado me veio essa vontade novamente e assim passei a pesquisar sobre vários lugares e formas de aliar viagem e estudos. Pensei na Inglaterra, na Irlanda, Escócia, Austrália, mas um intercâmbio para qualquer um destes destinos (mesmo que aliasse estudos e trabalho) não estavam em meu orçamento.

Intercâmbio de estudos em Malta

Vista de Valeta

Em junho de 2018, uma amiga de uma amiga fez um intercâmbio de estudo em Malta e me apaixonei pelo lugar vendo suas fotos. Mas naquela época eu só esperava a data de inscrição para o Work Holiday Visa Nova Zelândia, um visto que permite trabalhar e viajar no país durante um ano. Tentei me inscrever nele em agosto, mas não consegui, pois só há 300 vagas anuais para brasileiros. 

Depois disso voltei a pesquisar sobre intercâmbios de estudo, de voluntariado por meio do Worldpackers e acabei entrando em um grupo de Brasileiros em Malta no Facebook. Para resumir a história, o pessoal da Intercâmbio Direto entrou em contato comigo e em menos de uma semana minha viagem para Malta já estava fechada.

Meu intercâmbio de estudo em Malta, de 12 semanas ( sendo 20h aulas por semana), com acomodação no hostel estudantil, seguro viagem, matrícula, teste de nível, certificado de conclusão, material para 8 semanas, translado do aeroporto para a escola, assessoria e suporte pela Intercâmbio Direto ficou R$11.675,98. Demais gastos, como passagem aérea, alimentação e outros são a parte. Aqui você confere a planilha dos meus gastos (até o momento) com o intercâmbio.

Por que Malta?

Malta é uma ilha europeia, localizada entre o sul da Itália e o norte da África, cuja extensão territorial é de 320km². A língua oficial do país é o Maltês e a co-oficial o inglês, pois o país foi colônia do Reino Unido até 1964. Por conta de sua localização, Malta teve grande importância estratégica, sendo governada por fenícios, romanos, árabes, mouros, normandos, aragoneses, franceses e britânicos ao longo da história. Malta passou a fazer parte da União Europeia em 2004,  do Acordo de Schengen em 2007 e da zona do Euro em 2008.

Por fazer parte do Acordo Schengen, brasileiros não precisam de visto para permanecer no país durante 90 dias (3 meses), apenas de passaporte, passagem de ida e volta e comprovação financeira. Além disso, o custo de vida do país é um dos mais baratos da Europa, o que torna o intercâmbio ainda mais barato.

Confesso que assim que eu joguei o nome Malta no Google eu me apaixonei. As imagens do mar com vários tons de azul cercado de vilarejos com construções medievais ganharam meu coração. Então foi bem fácil aliar a vontade de melhorar o inglês, o custo do intercâmbio e a beleza de Malta que envolve praias paradisíacas e muita história.

Assim, acabei decidindo por sair do meu emprego, fazer o intercâmbio de três meses  e aproveitar esse período para estudar, me conhecer mais, pensar na vida e no que eu quero para os próximos anos. 

Nos próximos dias irei compartilhar tanto aqui no blog, como no canal e no Instagram os documentos necessários para se fazer uma viagem internacional, preparativos para a viagem, roteiros, vlogs e muito mais. Então já aproveitem para me seguir nas demais redes 🙂

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O meu Seguro Viagem já estava incluso no meu pacote, mas se você está precisando de um indico a Real Seguro. Ela é uma empresa que compara o valor de seguros de viagem e está com 16% de desconto (veja aqui) até o dia 31/01/2020.


Por Di Lua, sobre Diário de Viagem
Dia 17/01/2020
hospedagem e alimentação em Pirenópolis -GO

Está pensando em passar um final de semana em Pirenópolis mas não tem ideia de onde se hospedar ou o quanto irá gastar com alimentação? então esse post é para você!

Passei a virada do ano em Pirenópolis e choveu de mensagens no Instagram pedindo indicações de hospedagem para quem vai de ônibus e as dicas de alimentação. Como a cidade fica a 120km de Goiânia, é uma boa opção de lugar para conhecer mesmo se você não tiver carro.Além disso, a passagem de ónibus da capital até lá custa de R$25 – R$35 e a rodoviária fica no Centro.

Hospedagem em Pirenópolis

Na hora de escolher onde ficar na cidade, você precisa levar em consideração algumas coisas:

Vou de ônibus: prefira ficar em lugares no Centro e use a Matriz Nossa Senhora do Rosário como ponto de referência, pois ela fica perto dos restaurantes, de lojas de artesanato, do Centro de Atendimento ao Turista (CAT), bancos, entre outros. Assim, você conseguirá se virar na cidade à pé. Contudo, se quiser ir em alguma cachoeira, precisará ir de taxi ou fechar com algum guia turístico (no CAT há o contato de alguns).

Vou de carro: quem vai de carro tem mais opção, pois não tem a necessidade de ficar exatamente no Centro. Pirenópolis tem hotéis para todos os públicos, gostos e bolsos, logo se você tiver procurando uma opção mais barata, provavelmente encontrará fora do Centro Histórico. Há muitos hotéis, casas pelo AirBnb e hostéis nos Bairro do Carmo, Vila Pireneus, Vila Cintra, Jardim Santa Bárbara e Setor Meia Ponte. Como a cidade é pequena, você não gastará mais do que 8 minutos de carro destes bairro até o Centro.

Vou de carro e quero sossego: há muitos hotéis fazendas na região, pousadas de charme e pousadas ao lado de cachoeiras (como a Pousada das Araras). Você pode ficar em um local mais afastado e tirar uma tarde para passear pelo Centro.

Vista do nosso quarto da Pousada Suprema

Eu estava em um grupo de quatro pessoas (eu, minha mãe, meu irmão e uma amiga da família) e ficamos hospedados na Pousada Supreme, localizada no Bairro Taquaral. Três diárias para quatro pessoas, com café da manhã, piscina e estacionamento rotativo saiu R$1529, sendo R$382,25 por pessoa. Eu achei o preço bom, principalmente porque era Réveillon

Alimentação em Pirenópolis

Como em todo lugar, os restaurantes mais tradicionais e/ou mais caros ficam no Centro e os com preço baixo ficam mais afastados. Assim, na Rua do Lazer estão os restaurantes mais chiques, com pratos a la carte, com um cardápio diversificado e até com música ao vivo. Durante o dia, há restaurantes por kilo em frente à Igreja Nossa Senhora do Rosário, como o Restaurante Central (R$39,90 o kg)  e o Tempero do Rosário (R$25 a vontade por pessoa). 

Café da Manhã na Pousada

Subindo a Matriz em direção à Rua dos Bancos, à diversos restaurantes pequenos em que o almoço custa R$12 – R$15 por pessoa (a vontade ou prato feito).

Almoço na Cachoeira das Araras e no Restaurante Central

No primeiro dia da viagem (assista ao vlog) almoçamos na Cachoeira das Araras (R$54,90 o kg), no segundo dia  no Restaurante Central e nos outros dia no Nota 10, e pagamos R$15 por pessoa. Esse último também fica perto da Igreja e em frente a Panificadora Patrícia. A noite fazíamos um lanche ou comíamos nas barraquinhas no calçadão dos Rio das Almas, no Centro.

E você, já conhece Pirenópolis?


Por Di Lua, sobre Diário de Viagem
Dia 09/01/2020
Cachoeiras de Pirenopolis GO lary dilua

Passei o Reveillon em Piri e aproveitei para finalizar 2019 e começar 2020 com as energias recarregadas após banhos gelados nas cachoeiras de Pirenópolis – GO. Foi o meu primeiro fim de ano na cidade e, apesar de estar lotada, gostei bastante.

Ficamos hospedados na Pousada Supreme, localizada no Bairro Taquaral, a 4,5 Km do Centro, cerca de 8 minutos de carro. Três diárias para quatro pessoas, com café da manhã, piscina e estacionamento rotativo saiu R$1529. 

Cachoeiras de Pirenópolis – GO

Com mais de 80 cachoeiras espalhadas pelo município, ir em Pirenópolis e não ir em alguma chega a ser um pecado. A maioria está situada no Parque Estadual da Serra dos Pireneus, unidade de conservação criado em 1987 e localizado a 20 km da cidade. Com quase três mil hectares, o Parque abriga diversas cachoeiras, rios e uma imensa diversidade de fauna e flora típicas do cerrado. A entrada para o parque é gratuita, porém cada cachoeiras/fazenda tem sua taxa.

Desta vez decidi ir naquelas que ainda não conhecia, que fossem mais próximas da cidade e que tivessem um acesso fácil. Acredito que a cachoeira de Pirenópolis GO mais próxima do Centro é a BonSucesso, mas como já havia ido nela duas vezes, a risquei da lista. Assim acabei indo na Cachoeiras das Araras e na Cachoeira Usina Velha. Veja a seguir como foi a experiência nos dois lugares.

Cachoeira das Araras

Essa cachoeira está localizada na Zona Rural de Pirenópolis, e seu acesso é pela Rodovia GO-338, que liga a cidade à Goianésia. São 18km pela rodovia e depois mais 2km por estrada de terra. Há uma placa no início da estrada. Achei o acesso bem fácil, e qualquer carro chega ao local sem dificuldade. Realizamos o pagamento na portaria, R$25 por pessoa, e fomos informados que o estacionamento era ao lado, mas que poderíamos ir de carro o mais próximo da cachoeira, mas que precisaríamos passar dentro do rio. Preferi não arriscar e deixe o carro no primeiro estacionamento e atravessamos o rio pela ponte pênsil, exclusivo para os pedestres. 

O local tem uma boa estrutura, restaurante, banheiros, quiosques, mesas próximas à cachoeira e parquinho para crianças. Para usar os quiosques é cobrado uma taxa, assim como para entrar no local com caixa de isopor.

A Cachoeira é linda, à uma pequena parte rasa com areia ideal para crianças e pessoas com dificuldade de locomoção. Por conta do Réveillon o local estava lotado, mas conseguimos arrumar um lugar perto da água e na sombra para estender nossas esteiras. 

Para quem deseja se hospedar afastado do Centro de Pirenópolis e ficar mais perto da natureza, há uma pousada no local (Gravei um vlog desse dia e você pode assistir aqui).

Valor da Entrada: R$25
Dia e horário de funcionamento: todos os dias, das 07h às 17h
Endereço: Rodovia GO-338, Km 18 Zona Rural, Pirenópolis – GO

Cachoeira Usina Velha

A Usina Velha é formada por diversas pequenas quedas d’água e poços do Ribeirão do Inferno, um dos afluentes do rio das Almas,. A maior queda tem dez metros e é formada pela construção da antiga usina Gastão de Siqueira. Eu já havia estado nessa cachoeira, mas tem tanto tempo (uns dez, oito anos), que tinha esquecido como era.

Após deixar o carro no estacionamento, passamos por uma pequena lanchonete com água, refrigerante e salgadinhos. Do lado tem um pequeno banheiro para quem desejar trocar de roupa e só. Pode entrar com caixa de isopor e bebidas, desde que elas não estejam em garrafas de vidro. Também não pode entrar com caixinha de música (ainda bem).

Da lanchonete até a cachoeira tem uma descida calçada com corrimão, de uns 300 metros no máximo, e logo o caminho fica plano e se chega na cachoeira. Também há uma ponte pênsil por cima dos poços para quem desejar ficar do outro lado do rio.  Conseguimos ficar em um cantinho mais plano próximo o início da ponte e não precisamos passar para o lado de lá. 

Essa sem dúvida é uma das cachoeiras mais lotadas da região, seja em feriados ou não, pois além de ser próxima à cidade, faz parte de uma área de camping, que também tem a cachoeira da Meia Lua como atração. Contudo, esqueci completamente disso ao decidir visitar ela no dia 01/01 e me arrependi. Tenho certeza que tinha umas 1000 pessoas no local e foi complicado achar um lugar bom para tomar banho. 

Valor da Entrada: R$25
Dia e horário de funcionamento: todos os dias, das 08h às 17h30
Endereço: Rodovia Parque dos Pireneus, Pirenópolis – BA

De todas as cachoeiras de Pirenópolis GO que já visitei, a mais linda é a Coqueiros que fica situado no Parque de mesmo nome, na Serra dos Pirineus (saiba mais aqui).

Você conhece a cidade ou alguma das mais de 80 cachoeiras de Pirenópolis-GO? comente aqui


Por Di Lua, sobre Diário de Viagem
Dia 12/12/2019
Passo a Passo para tirar o visto norte americano lary di lua

Muitas pessoas sonham em conhecer o Estados Unidos mas acabam desistindo quando pensam em tirar o visto. Quem é que nunca ouviu alguém contando que teve o visto negado? Quando eu comecei a pensar na minha viagem para a Califórnia, ouvi de diversas pessoas que eu não iria passar na entrevista do visto, pois eu era solteira e eles poderiam pensar que eu estava indo para ficar; que eu precisava fazer todo o processo por intermédio de uma agência, entre outros. Confesso que após ouvir essas coisas fiquei com muito receio, principalmente porque a taxa para tirar o visto americano gira em torno de R$520 e se você tem o visto negado, só poderá requerer uma nova entrevista pagando novamente.

Em agosto de 2018 eu acabei preenchendo o formulário DS-160 mas só marquei a entrevista em novembro, por medo de ter o visto negado. Contudo, a minha entrevista foi super tranquila, apesar de eu estar bem nervosa. Só respondi o que me foi perguntado e de acordo com o que eu tinha colocado no formulário, que era tudo verdade. Ou seja, se você está realmente indo para passear, já pesquisou por hotéis, tem dinheiro para se manter durante o período de sua viagem, tem trabalho fixo no Brasil, tem onde morar, não precisa ficar com receio, pois as chances de você ter o visto negado são mínimas.

Na minha entrevista, a agente perguntou: minha profissão; com quem eu morava; a profissão dos meus pais; e qual o motivo da minha viagem. Na hora que eu falei que era jornalista ela perguntou se eu iria escrever sobre a viagem. Eu respondi que sim, ao que ela me informou que era necessário um outro visto, um visto de trabalho. Na mesma hora eu respondi que eu estava indo de férias, como turista e que eu ia escrever sobre a viagem no meu blog pessoal, não a trabalho. Ela informou que o meu visto foi aceito e eu saí de lá com os olhos marejados de felicidade.

Então minha dica é bem simples: só responda o que for perguntado e fale a verdade.

Passo a passo para tirar o visto norte americano

Para não se confundir e não preencher nada errado, o visto B1 é para turistas em viagens de negócios/reuniões, já o visto B2 é para turistas à passeio/férias.

  • Preencha o formulário DS-160 aqui. Ele está em inglês e deve ser preenchido também em inglês com informações verdadeiras e atuais (o site pode ser traduzido para português, mas minha dica é usar o Google Tradutor na aba do lado para não ter erro);
  • Pague a taxa de solicitação (MRV), que para B1/B2 é $160, pelo cartão de crédito, boleto ou em qualquer agência do Citibank;
  • Após a confirmação do pagamento (dois dias úteis) agende as entrevistas, tendo em mãos o número de inscrição no DS-160, número do passaporte e o recibo de pagamento do MRV. Na hora de agendar a entrevista, você deverá escolher a forma de entrega do passaporte (como não tem CASV nem embaixada ou consulado em Goiânia, escolhi para receber em casa);
  • Você deverá agendar a coleta de dados (foto e impressões digitais) nos Centros de Atendimento ao Solicitante de Visto USA (CASV) e agendar a entrevista na embaixada ou consulado;
  • Compareça no dia agendado no CASV para a coleta dos dados biométricos, levando o passaporte e a página de confirmação do formulário DS-160;
  • Compareça também à entrevista na embaixada ou no consulado no dia agendado, levando o passaporte e a página de confirmação do formulário DS-160

*Agendei a ida no CASV e à Embaixada no mesmo dia, pois moro em Goiânia e teria que fazer isso em Brasília. Assim tirei um dia para resolver isso.

  • Depois da entrevista e se o seu visto for aceito, você receberá seu passaporte em casa ou no CASV escolhido.
  • Com o passaporte em mãos comece a planejar sua viagem e procurar por passagens aéreas!

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