Por Di Lua, sobre Diário de Viagem
Dia 10/07/2019

Muita gente acha que tirar o passaporte pela primeira vez é um bicho de sete cabeças, mas não é bem assim não. Na verdade o processo é bem simples e a solicitação do passaporte é feito no site da Polícia Federal. Veja como é simples:

Passo a Passo para tirar o passaporte pela primeira vez

Preencha a solicitação de novo passaporte no site da Polícia Federal (PF) com seus dados pessoais, profissão, endereço, nacionalidade, entre outros. Confira aqui a lista de documentos necessários para preencher a solicitação. O site  da PF recomenda usar o navegador Firefox/Mozilla;

Após o preenchimento, será gerado um protocolo e um Guia de Recolhimento da União (GRU) para pagamento (sim, senhores, nada é de graça rs);

Pague a taxa de emissão (atualmente a taxa é R$257,25);

Após a compensação do pagamento (que varia de 1 a 3 dias), agende a data par comparecer à uma das unidades emissoras do Passaporte pela Policia Federal. No momento do agendamento, são mostrados as cidades e postos disponíveis;

No dia agendado, compareça ao posto da PF com 15 minutos de antecedência, munido da documentação original exigida,  o comprovante de pagamento GRU e do comprovante de agendamento. Se você casou e mudou o nome ou é naturalizado brasileiro, leve Certidão de Casamento e Certificado de Naturalização, respectivamente;

Depois é só aguardar o passaporte ficar pronto, ir lá buscar (munido com sua Identidade) no horário e local indicados no dia da solicitação. Depois disso é só correr para o aeroporto hahaha.

E você, teve dificuldades na hora de tirar seu passaporte? como foi?


Por Di Lua, sobre Diário de Viagem
Dia 30/06/2019
Imagem de analogicus por Pixabay

Me apaixonei pela Grécia nas aulas de história do Ensino Fundamental. Naquela época eu ficava imaginando como pessoas poderiam ter imaginado, planejado e construído monumentos e templos incríveis há quatro mil anos sem ter nenhuma tecnologia como a qual temos hoje. E é claro que isso teve um dedinho dos deuses do Olimpo, certeza.

Imagem de Dimitris Vetsikas por Pixabay

A civilização grega deixou um grande legado histórico e cultural à sociedade ocidental, entre eles a concepção de democracia, filosofia, arquitetura, teatro, geometria, literatura e medicina. Sou apaixonada por história e a Grécia está na minha lista de lugares para conhecer urgentemente. Acredito que visitar o país hoje em dia é uma forma de reviver e entender como a Hélade (conjunto de cidades-estados que formavam a Grécia) ainda influencia nossas vidas após tantos anos.

Formação da Grécia

Imagem de analogicus por Pixabay

Por volta do ano 2000 a.C., aqueus, jônicos, eólios e dóricos migraram para a região Balcânica, entre os mares Egeu, Jônico e Mediterrâneo. Esses povos, conhecidos como indo-europeus, eram oriundos do Norte da Europa e começaram a constituir as primeiras cidades-estados. Cada cidade possuía seu governo com características próprias e os aspectos culturais que unificavam todas elas, como a língua e a religião politeísta, por exemplo.

A civilização grega é dividida nos seguintes períodos: o Pré-homérico, que vai de 2.000 a 1.100 a.C.; Homérico, que vai de 1.100 a 800 a.C.; Arcaico, que vai de 800 a 500 a.C; Clássico, a partir de 500 a.C., e o Helenístico, que vai de 338 a 146 a.C. No período Pré-homérico desenvolveram as civilizações micênica e minoica na região banhada pelo Mar Egeu. Já no período Homérico se deu a formação dos clãs familiares, genos, que seriam a base para o surgimento das poleis no período Arcaico. O Clássico é caracterizado pelo desenvolvimento da filosófica de Socrates, Platão e Aristóteles. Por fim, o período Helenistico é marcado pela expansão da cultura grega pelo mundo com o império comandado por Alexandre, o Grande.

Atenas: uma cidade marcada por história e mitologia grega

Acrópole – Imagem de Dias12 por Pixabay

Atenas é a cidade que todo turista deveria conhecer na Grécia.  Localizada ao sul da Grécia, ela foi uma das principais cidades-estados, e atualmente é muito procurada por pessoas que buscam respirar história. A cidade teve grande destaque no poder devido a ter um dos maiores portos do Mediterrâneo, o Pireu, que impulsionou o comércio marítimo e, assim, possibilitou a ampliação do domínio ateniense no século VIII a.C.

É em Atenas que está a Acrópole, a cidade alta construída em 450 a.C. a 150m acima do nível do mar e que pode ser vista de toda a capital grega. Entre os monumentos mais importantes da Acrópole, estão o Propileu, o Erecteion e o Partenon, símbolo da civilização grega e construído, no século V a.C., em homenagem à deusa Atena.

Partenon – Imagem de timeflies1955 por Pixabay

A construção do Partenon é atribuída a Péricles, líder democrático de Atenas que foi responsável por diversas obras públicas após uma invasão persa. O projeto do templo é dos arquitetos Ictinus e Calícrates, que seguiam a arquitetura dórica, caracterizada principalmente pelo uso de colunas.

Apesar de ser todo em mármore branco, estudos recentes mostram que o Partenon era pintado de vermelho, azul e ouro, as cores de Atena, cuja imagem em madeira, marfim e ouro adornava a sala de adoração. Todas as deusas tinham uma sala especial no templo.

O Partenon é considerado uma obra perfeita pois sua estrutura segue o ideal matemático 9:4, que adota as relações do comprimento com largura e o espaço entre as colunas, com base em seus diâmetros.

Mitologia Grega

Para entender e apreciar a Grécia, acredito ser essencial conhecer o básico da mitologia grega, difundida no ocidente através de livros e filmes. Para os gregos, Gaia (terra) surgiu do nada e criou Urano (céu) que comeu os próprios filhos, os titãs, temendo a ambição deles pelo poder. Urano foi destituído pelo filho mais jovem, Cronos, que também passou a comer os próprios filhos (os deuses), até que sua esposa Rea salvou Zeus, o escondendo. Ao crescer, Zeus obrigou Cronos a devolver seus irmãos e dividiu com eles o universo.

Atenas – Imagem de Adrian Balea por Pixabay

Zeus assumiu o papel mais importante, deus dos deuses; Hades ficou responsável pelo mundo subterrâneo (dos mortos) e Poseidon pelos oceanos. Além deles, também havia Hera, esposa de Zeus; Atenas, filha dos dois; Apolo, Afrodite, Ares, Hermes e Dioniso. Eles habitavam o Olimpo e cada um tinha características próprias e sentimentos, diferenciado dos humanos por conta da imortalidade e dos poderes. Os humanos homenageavam os deuses com sacrifícios, festas e Jogos Olímpicos, que aconteciam de 4 em 4 anos.

*Com informações do Howstuffworks, InfoEscola e sua Pesquisa.

E vocês, também sonham em conhecer a Grécia ou só tiveram curiosidade após ler este post? Comente aqui


Por Di Lua, sobre Diário de Viagem
Dia 28/06/2019

Meu último dia em Vila Velha foi de muita praia e sol. A cidade é linda e as praias mais lindas ainda. Confira:

Após conhecer o Centro Histórico de Vitória e o Palácio Anchieta, fui para o ponto esperar um ônibus para ir para a Praça dos Namorados, na Praia do Canto, mas acabei pegando um Uber, pois o sol já estava se pondo e eu queria chegar na praia ainda durante o dia.

Eu utilizei ônibus apenas duas vezes durante minha viagem, que foi para ir do Convento da Penha até o Centro de Vitória e para ir até o Farol Santa Luzia, e foi super fácil. Pesquisei as linhas que iam para o destino que eu queria no Movit, que me mostrou as opções e que o ponto era de frente o prédio em que eu estava hospedada pelo AirBnb. O Movit é um aplicativo para pesquisar rotas e ônibus em todos os lugares do mundo (vale a pena baixar).

Cheguei na Praça dos Namorados, que é linda por sinal, e estava começando a feirinha de comida e artesanato que ocorre ali aos finais de semana a partir das 18h (eu não fotografei a feira, mas você pode vê-la neste vlog aqui). Aproveitei para experimentar uma torta capixaba muito famosa no Espírito Santo. Eu fiquei doida para experimentar a moqueca capixaba, porém estou com uma inflamação no intestino e não posso comer quase nada. Em relação à torta, me certifiquei dos ingredientes e como era assada não teve nenhum problema.

Saí da Praça dos Namorados e fui caminhando até a Curva da Jurema, uma praia cheia de quiosques e barzinhos e fui até o monumento em Vitória 360º. De lá fui para o apartamento descansar para aproveitar o dia seguinte.

Praias de Vila Velha: Praia Secreta, da Sereia e da Costa

Levantei assim que amanheceu. Tomei o café da manhã, arrumei minhas coisas, e peguei um ônibus direto para a prainha para conhecer o Farol Santa Luzia. Por um relapso de memória encontrei o farol fechado. A maioria dos museus e locais públicos não abrem para visitação às segundas-feiras e, com a supressão de um dia por conta da chuva, acabei me esquecendo disso.

Aproveitei que estava perto e fui para a Praia Secreta, uma praia linda que havia encontrado na internet enquanto fazia minhas pesquisas. Dei uma olhada no Google Maps, que mostrava que a Praia estava na primeira ruazinha a direita após o Farol. Desci a ladeira, virei a rua, mas cheguei a Praia da Ribeira. Fiquei sem entender, mas lembrei que havia passado, na ida e na volta do Farol, por uma portinha em um muro branco. Como eu já estava lá, resolvi voltar. No caminho encontrei alguns trabalhadores que confirmaram minha suspeita, a entrada para a Praia Secreta era realmente na portinha no muro branco.

Cheguei na entrada da Praia, que até então estava deserta, e me apaixonei pela vista. Uma pequena praia cercada por morros, pedras e cactos. Pensei em ir embora pois fiquei com receio de ficar lá só, mas logo quando terminei de pensar isso chegou uma família. Então desci até a praia e fiquei por lá até o final da manhã. A praia é bem tranquila e é linda, vale a pena visitar.  Não havia muitas pessoas na praia, mas com o passar das horas foram chegando algumas famílias. Ela foi a praia de Vila Velha que mais gostei de conhecer.

Vista da Praia Secreta de uma morro de pedra que tem em sua lateral

De lá, segui caminhando até a Praia da Sereia, que fica entre a Praia da Costa e a Praia do Governador (praia particular do governo). A praia recebeu essa nome por existir no local a escultura de uma sereia, no entanto, eu não a encontrei :(.

De lá segui para a Praia da Costa, uma das mais movimentadas da cidade. Tem um calçadão largo, quadras para a prática de esportes. Eu passei o dia todo lá e gostei bastante.

E você, já conhece Vila Velha? qual praia é a sua preferida?


Por Di Lua, sobre Diário de Viagem
Dia 25/06/2019

Conheci o Palácio Anchieta assim que terminei a visitação à Catedral Metropolitana de Vitória (saiba mais aqui). Fui correndo literalmente conhecer o local, pois aos domingos a visitação encerra às 16h, e só faltava apenas alguns minutos para aquele horário rsrs. Caminhei menos de 5 minutos da Catedral Metropolitana até o Palácio, então é tranquilo fazer o percurso a pé. 

Vestígios do altar da Igreja de São Tiago descoberto na restauração

Na visita ao Palácio Anchieta o visitante conhece o primeiro andar, onde há os vestígios do Colégio de São Tiago, construída pelos Jesuítas em 1570 e o segundo andar, que é a sede administrativa do Governo do Espírito Santo. Eu visitei apenas o primeiro andar, pois estava sendo gravado um filme (baseado nos livros de Machado de Assis) no segundo rs. A visita é guiada e totalmente gratuita.

Como conhecer o Palácio Anchieta?

Para visitar o Palácio não é preciso aviso prévio, nem comprar ingresso, pois a visitação é gratuita. O Palácio Anchieta está localizado na Praça João Clímaco, 142 – Centro, Vitória – ES, e a visitação ocorre de terça à sexta, das 09h às 17h, e sábado e domingo, das 09 às 16h

História do Palácio Anchieta

O conjunto arquitetônico formado pela Igreja de São Tiago e pelo Colégio dos Jesuítas começou a ser construído a partir de 1570, após um incêndio ter destruído a primeira igreja dedicado ao santo. As construções na Vila de Nossa Senhora de Vitória (hoje a capital capixaba) tiveram início no ano de 1551.

Por mais de duzentos anos a Casa de São Tiago foi tido como o expoente da educação na província do Espírito Santo. Em 1587, o Padre José de Anchieta fica responsável por dirigir e concluir a primeira ala do Colégio de São Tiago.

Apesar de ter sido construído pelos índios “catequizados” pelos Jesuítas, eram os filhos dos colonos portugueses que estudavam no Colégio.

O padre morre dez anos depois, sendo enterrado junto ao altar-mor da Igreja de São Tiago. Sua cripta está localizada no primeiro andar do Palácio e é mostrada durante a visita guiada.

Cripta do Padre Anchieta

A segunda alta do colégio, de frente para a baía de Vitória foi construída em 1707, e em 1734, junto a torre da igreja, a terceira ala. Com a expulsão dos jesuítas das colônias portuguesas em 1757, o complexo de São Tiago foi incorporado ao patrimônio nacional.

O Complexo passa a ser denominado Palácio do Governo em 1798, após um grande incêndio ter destruído o interior do templo dois anos antes. Ele sofreu muitas mudanças durante o governo de Jerônimo Monteiro (1908-1912). O Telhado original foi elevado, as fachadas remodeladas e é feita uma nova abertura em direção à Baia, além de outras mudanças com características ecléticas muito populares no início do século XX.

Mural de governadores

O Palácio recebeu o nome de Anchieta oficialmente em 1945, por meio de um decreto assinado pelo governador Jones dos Santos Neves. Em 1983, o edifício foi tombado pelo Conselho Estadual de Cultura e em 2004 iniciou-se a primeira obra de restauro, que só foi concluída em 2009.

Atualmente, o Palácio Anchieta abriga apenas os setores ligados ao Gabinete do Governador.


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