Por Di Lua, sobre Diário de Viagem
Dia 25/06/2019

Conheci o Palácio Anchieta assim que terminei a visitação à Catedral Metropolitana de Vitória (saiba mais aqui). Fui correndo literalmente conhecer o local, pois aos domingos a visitação encerra às 16h, e só faltava apenas alguns minutos para aquele horário rsrs. Caminhei menos de 5 minutos da Catedral Metropolitana até o Palácio, então é tranquilo fazer o percurso a pé. 

Vestígios do altar da Igreja de São Tiago descoberto na restauração

Na visita ao Palácio Anchieta o visitante conhece o primeiro andar, onde há os vestígios do Colégio de São Tiago, construída pelos Jesuítas em 1570 e o segundo andar, que é a sede administrativa do Governo do Espírito Santo. Eu visitei apenas o primeiro andar, pois estava sendo gravado um filme (baseado nos livros de Machado de Assis) no segundo rs. A visita é guiada e totalmente gratuita.

Como conhecer o Palácio Anchieta?

Para visitar o Palácio não é preciso aviso prévio, nem comprar ingresso, pois a visitação é gratuita. O Palácio Anchieta está localizado na Praça João Clímaco, 142 – Centro, Vitória – ES, e a visitação ocorre de terça à sexta, das 09h às 17h, e sábado e domingo, das 09 às 16h

História do Palácio Anchieta

O conjunto arquitetônico formado pela Igreja de São Tiago e pelo Colégio dos Jesuítas começou a ser construído a partir de 1570, após um incêndio ter destruído a primeira igreja dedicado ao santo. As construções na Vila de Nossa Senhora de Vitória (hoje a capital capixaba) tiveram início no ano de 1551.

Por mais de duzentos anos a Casa de São Tiago foi tido como o expoente da educação na província do Espírito Santo. Em 1587, o Padre José de Anchieta fica responsável por dirigir e concluir a primeira ala do Colégio de São Tiago.

Apesar de ter sido construído pelos índios “catequizados” pelos Jesuítas, eram os filhos dos colonos portugueses que estudavam no Colégio.

O padre morre dez anos depois, sendo enterrado junto ao altar-mor da Igreja de São Tiago. Sua cripta está localizada no primeiro andar do Palácio e é mostrada durante a visita guiada.

Cripta do Padre Anchieta

A segunda alta do colégio, de frente para a baía de Vitória foi construída em 1707, e em 1734, junto a torre da igreja, a terceira ala. Com a expulsão dos jesuítas das colônias portuguesas em 1757, o complexo de São Tiago foi incorporado ao patrimônio nacional.

O Complexo passa a ser denominado Palácio do Governo em 1798, após um grande incêndio ter destruído o interior do templo dois anos antes. Ele sofreu muitas mudanças durante o governo de Jerônimo Monteiro (1908-1912). O Telhado original foi elevado, as fachadas remodeladas e é feita uma nova abertura em direção à Baia, além de outras mudanças com características ecléticas muito populares no início do século XX.

Mural de governadores

O Palácio recebeu o nome de Anchieta oficialmente em 1945, por meio de um decreto assinado pelo governador Jones dos Santos Neves. Em 1983, o edifício foi tombado pelo Conselho Estadual de Cultura e em 2004 iniciou-se a primeira obra de restauro, que só foi concluída em 2009.

Atualmente, o Palácio Anchieta abriga apenas os setores ligados ao Gabinete do Governador.


Por Di Lua, sobre Moda/Beleza
Dia 23/06/2019

Quando a gente pensa em look de trabalho o blazer é a peça que vem na nossa cabeça na hora, não é mesmo? A peça, que veio do guarda-roupa masculino, é clássica e da toda uma pegada social ao look, mesmo que você só esteja de calça jeans e camiseta. Por isso o blazer é a terceira peça preferida da maioria das mulheres que trabalham e precisam pensar em looks mais formais, e ao mesmo tempo moderno, para o ambiente corporativo.

Blazer como terceira peça

Usar terceira peça é o truque de estilo que eu mais amo. Sempre que uso um look mais básico (calça jeans e camiseta, por exemplo) opto por jogar um quimono, colete jeans, jaqueta ou blazer por cima. O look ganha um up, fica bem mais interessante, com cara de que foi muito bem pensado e até alonga a silhueta ou disfarça a barriguinha rs, dependendo da peça e de como ela foi usada.

E este é o caso do blazer, que além de empregar formalidade e elegância ao look também alonga a silhueta se for usado aberto, por exemplo.  A peça é bastante versátil e vai bem com calça, saia, short e vestido, e, por isso, vai bem no ambiente de trabalho, no almoço com a família ou em um happy hour depois do expediente. Tudo irá depender do modelo do seu blazer, do tecido, e de como ele foi coordenado no seu look.

Não se esqueça de prestar atenção ao caimento e no corte do blazer na hora da compra, uma vez que a peça é daqueles para se usar durante um bom tempo e, por isso, precisa ter uma boa qualidade.

Terceira peça: usando o blazer no ambiente de trabalho

O blazer é aquela terceira peça queridinha do ambiente corporativo, e pedida certeira na audiência jurídica, na reunião da empresa ou na visita àquele cliente importante. Mulheres que tem cargo de chefia ou coordenação não vivem sem ele. Para não ter erro, use-o com calça reta de alfaiataria, calça pantacourt, saia midi e até mesmo com uma calça jeans flare.

Seu trabalho exige looks mais formais? Tenha no mínimo uns dois blazers para usar como terceira peça. Eu apostaria em um mais clássico (preto ou branco) e outro numa cor pastel ou em uma cor mais vibrante, se o seu ambiente de trabalho permitir. Se liga: o blazer preto empresta mais formalidade ao look, já o blazer branco deixo o look ainda mais moderno. Para o ambiente corporativo, acho essencial ter uma calça social reta preta e outro de uma cor neutra, facilitando ainda mais a combinação dos looks e multiplicando as possibilidades.

Faça um exércio simples: separe uma calça jeans, uma calça social e uma saia midi para a parte de baixo; depois separe três blusas básicas que você normalmente usa para ir ao trabalho; e, por último, seus blazers. Depois monte todas as opções possíveis combinando cada parte de baixo com as três blusas e com os blazers, e veja quantos looks são possíveis criar apenas com essa pouca quantidade de roupa. Além disso, não esqueça de pensar no calçado, na bolsa e nos acessórios, tenha sempre mais de uma opção para deixar o visual diferente.

Além disso, você pode usar o blazer de diferentes formas para dar um toque na produção: apenas um botão fechado, totalmente aberto, com a manga dobrada até a altura do cotovelo, acinturado com um cinto fino.

Terceira peça: usando o blazer no dia a dia

Como eu disse acima, o blazer não é uma peça restrita ao ambiente de trabalho e vai muito bem no almoço de domingo, no passeio ao shopping, na inauguração daquele restaurante, e até mesmo na balada. Neste caso, combine-o com peças que não sejam formais, como blusas e vestidos de tecidos mais fluídos, jeans, coloridas, estampas animal print, lurex, etc. Na hora de escolher os sapatos pode se jogar no tênis, sapatilha e até mesmo em sandálias rasteiras.

Uma das tendências que vai e volta é o oversized (que se traduzido literalmente seria “grande demais” e nada mais é que peças maiores que o seu tamanho normal), e você pode escolher um blazer desse modelo para deixar o look mais descolado e cheio de atitude. Eu apostaria em um blazer oversized combinado com camisetas de bandas e short jeans para um visual mais cool e despojado.

Outra dica de como usar o blazer como terceira peça de uma forma mais moderna, é apostar em modelos com tecidos que fujam do padrão (tecidos como oxford, sarja e o linho), como esse da Amaro (imagem abaixo) de veludo cotelê. O tecido é uma das tendências do outono/inverno deste ano e está super em alta. Aposte também em blazers com estampa animal print para sair da mesmice e dar um ar mais moderno ao seus looks.


E você já usa o blazer como terceira peça? Precisa investir em looks mais formais para o ambiente de trabalho? Comente aqui:


Por Di Lua, sobre Diário de Viagem
Dia 22/06/2019
Catedral Metropolitana de Vitória

Conheça o Centro Histórico de de Vitória através do Projeto Visitar.

Saí do Convento da Penha, em Vila Velha, e peguei o ônibus rumo ao Teatro Carlos Gomes, localizado no Centro Histórico de Vitória. O Teatro é um dos sete patrimônios culturais da cidade que podem ser visitados através do Projeto Visitar Vitória. Como ele estava fechado (eu já tinha sido informada pelo email que recebi do projeto, mas esqueci completamente L). Saí de lá e segui à pé para a Catedral Metropolitana de Vitória. Cheguei na Catedral e a monitora estava acabando de começar sua explicação para dois rapazes, e aproveitei para me juntar à eles. Assista ao vlog em Vitória aqui.

Patrimônios históricos de Vitória

Projeto Visitar Vitória - Lary Di Lua
Catedral de Vitória

A primeira Matriz da cidade foi a Igreja Nossa Senhora da Vitória, que tinha um estilo colonial e começou a ser construída em 1551, quando a cidade ainda se chamava Vila Nova. Com a criação da Diocese do Espírito Santo, em 1895, e a nomeação do primeiro bispo, Dom João Batista Correia Néri, a igreja recebeu o título de Catedral. Com isso, o número de fiéis aumentou e ela foi ficando pequena. Por isso, em 1918 decidem demoli-la e construir uma bem maior no local. Hoje a Catedral, que tem estilo eclético, destaca-se por uma imponência e seus lindos vitrais.

Projeto Visitar Vitória - Lary Di Lua

O ponto alto da visita, em minha opinião, foi visitar a sala onde fica a Relíquia de 2º Grau do Papa João Paulo (objetos utilizado por ele) e a de 1ª Grau (ossos) de uma freira que está em processo de canonização. Relíquias para a igreja católica são objetos ou partes do corpo de um santo ou personagem sagrado preservado. Na sala também há esculturas que datam de 1500 aproximadamente, trazidas de Portugal.

Igreja de São Gonçalo

Saindo dali visitei o Palácio Anchieta (tema do próximo post) e posteriormente a Igreja de São Gonçalo, a igreja dos pardos, que também faz parte do Projeto Visitar.  Conhecida como a igreja dos casamentos duradouros, a Igreja de São Gonçalo Garcia é feita de pedra e cal, e terminou de ser construída em 1766. Anteriormente havia no local uma capela consagrada a Nossa Senhora do Amparo e Boa Morte, mas em 1715 foi solicitado ao bispo da época a permissão para se construir um novo templo.

Projeto Visitar Vitória

O Projeto Visitar Vitória visa apresentar o Centro Histórico da cidade para os capixabas e turistas. São sete patrimônios históricos que contam com monitoria interna, são eles: Teatro Carlos Gomes, Igreja do Rosário, Catedral Metropolitana de Vitória, Capela de Santa Luzia, Convento São Francisco, Igreja de São Gonçalo e Convento do Carmo.

Você pode fazer o circuito à pé, pois eles são bem próximos um do outro. Para visitar todos os patrimônios você levará em média 3h a 4h. Eu não consegui visitar todos, pois já cheguei na cidade por volta das 17h, além disso a Capela Santa Luzia e o Teatro Carlos Gomes estavam fechados para obras de manutenção e reparo. O Projeto Visitar Vitória funciona de quarta a domingo, das 13h às 17h. Se você está indo com um grupo grande (com mais de dez pessoas é preciso agendar através do email visitar@correio1.vitoria.es.gov.br).

Projeto Visitar Vitória - Lary Di Lua
Igreja de São Gonçalo

E vocês, já conhecem Vitória? ficaram com vontade de conhecer depois deste post ?


Por Di Lua, sobre Diário de Viagem
Dia 18/06/2019

Aproveitei para conhecer o Convento da Penha, o principal ponto turístico da cidade, assim que cheguei em Vila Velha, a segunda parada da minha viagem só.

Cheguei no apartamento que aluguei pelo AirBnb, localizado na Praia da Costa, por volta das 10h30. Fui ao supermercado e comprei algumas frutas e frango para preparar um almoço rápido. Depois de me organizar, arrumar e almoçar aproveitei para ir no Convento da Penha que fica bem perto do apartamento onde eu estava hospedada. Levei menos de 10 minutos para chegar na entrada.

Entrada do Convento da Penha na Rua Vasco Coutinho, Prainha

O Convento da Penha é um dos pontos turísticos de Vila Velha e tem uma vista incrível da cidade, da 3ª ponte e de Vitória. Não é cobrado valor de entrada e para subir até o convento, localizado a 154m de altitude você pode ir a pé ou pegar uma van, que cobra R$5 ida e volta ou R$3,50 para fazer apenas um dos percursos.

Eu preferi economizar e subir a pé, pois a co-anfitriã do apartamento me informou que era tranquilo. Após 20 minutos subindo o morro, cercado pela mata atlântica, cheguei ofegante (hahaha) no largo do Campinho (quem em dias normais que funciona como estacionamento). Desse lugar já é possível conferir a paisagem linda que se tem da 3ª ponte e do Convento em cima do penhasco. Para chegar de fato até o convento, mais alguns lances de escada (e aqui é ou subir de escada ou subir de escada). É tranquilo subir até o Campinho a pé sim, mas neste dia o sol estava muito quente e eu sedentária hahaha. A volta foi bem mais tranquila e rápida.

Convento da Penha

O Convento da Penha, localizado na Prainha em Vila Velha, é um dos santuários religiosos mais antigos do Brasil, fundado em 1558 por Frei Pedro Palácios em 1558. A 154m de altitude e a 500m do mar, o Convento da Penha está incrustado na rocha do morro, proporcionando vistas panorâmicas da barra de Vitória, do Oceano Atlântico e de Vila Velha.

No início da construção do Convento, Frei Pedro Palácios se abrigou em uma gruta de pedra, que hoje leva seu nome e em 1562 construiu uma capela dedica a São Francisco de Assis, onde hoje é o largo. Após seis anos, foi construída a capela em cima do penhasco e que recebeu a imagem de Nossa Senhora da Penha, trazida de Portugal em 1569.

A Capela de Nossa Senhora da Penha foi ampliada ao longo dos anos, e ganhando anexos, como o Convento da Penha e o prédio do museu, que era “Casa dos Romeiros”, e ruínas das antigas senzalas.

O interior da Igreja é belíssimo, todo revestido de madeira. No Altar Mor há mais de 200 peças de 19 tipos diferentes de mármore, além de uma talha de madeira dourada do escultor italiano Carlo Crepaz do século XIX. A imagem da Virgem da Penha é ladeada por anjos e querubins e ao seu lado os santos franciscanos: São Francisco de Assis e Santo Antônio de Lisboa e de Pádua.

Vale a pena visitar o local mesmo se você não for católico pela história do lugar e por conta da vista magnifica.

Com informações de conventodapenha.org.br


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