Por Di Lua, sobre Diário de Viagem
Dia 12/12/2019
Passo a Passo para tirar o visto norte americano lary di lua

Muitas pessoas sonham em conhecer o Estados Unidos mas acabam desistindo quando pensam em tirar o visto. Quem é que nunca ouviu alguém contando que teve o visto negado? Quando eu comecei a pensar na minha viagem para a Califórnia, ouvi de diversas pessoas que eu não iria passar na entrevista do visto, pois eu era solteira e eles poderiam pensar que eu estava indo para ficar; que eu precisava fazer todo o processo por intermédio de uma agência, entre outros. Confesso que após ouvir essas coisas fiquei com muito receio, principalmente porque a taxa para tirar o visto americano gira em torno de R$520 e se você tem o visto negado, só poderá requerer uma nova entrevista pagando novamente.

Em agosto de 2018 eu acabei preenchendo o formulário DS-160 mas só marquei a entrevista em novembro, por medo de ter o visto negado. Contudo, a minha entrevista foi super tranquila, apesar de eu estar bem nervosa. Só respondi o que me foi perguntado e de acordo com o que eu tinha colocado no formulário, que era tudo verdade. Ou seja, se você está realmente indo para passear, já pesquisou por hotéis, tem dinheiro para se manter durante o período de sua viagem, tem trabalho fixo no Brasil, tem onde morar, não precisa ficar com receio, pois as chances de você ter o visto negado são mínimas.

Na minha entrevista, a agente perguntou: minha profissão; com quem eu morava; a profissão dos meus pais; e qual o motivo da minha viagem. Na hora que eu falei que era jornalista ela perguntou se eu iria escrever sobre a viagem. Eu respondi que sim, ao que ela me informou que era necessário um outro visto, um visto de trabalho. Na mesma hora eu respondi que eu estava indo de férias, como turista e que eu ia escrever sobre a viagem no meu blog pessoal, não a trabalho. Ela informou que o meu visto foi aceito e eu saí de lá com os olhos marejados de felicidade.

Então minha dica é bem simples: só responda o que for perguntado e fale a verdade.

Passo a passo para tirar o visto norte americano

Para não se confundir e não preencher nada errado, o visto B1 é para turistas em viagens de negócios/reuniões, já o visto B2 é para turistas à passeio/férias.

  • Preencha o formulário DS-160 aqui. Ele está em inglês e deve ser preenchido também em inglês com informações verdadeiras e atuais (o site pode ser traduzido para português, mas minha dica é usar o Google Tradutor na aba do lado para não ter erro);
  • Pague a taxa de solicitação (MRV), que para B1/B2 é $160, pelo cartão de crédito, boleto ou em qualquer agência do Citibank;
  • Após a confirmação do pagamento (dois dias úteis) agende as entrevistas, tendo em mãos o número de inscrição no DS-160, número do passaporte e o recibo de pagamento do MRV. Na hora de agendar a entrevista, você deverá escolher a forma de entrega do passaporte (como não tem CASV nem embaixada ou consulado em Goiânia, escolhi para receber em casa);
  • Você deverá agendar a coleta de dados (foto e impressões digitais) nos Centros de Atendimento ao Solicitante de Visto USA (CASV) e agendar a entrevista na embaixada ou consulado;
  • Compareça no dia agendado no CASV para a coleta dos dados biométricos, levando o passaporte e a página de confirmação do formulário DS-160;
  • Compareça também à entrevista na embaixada ou no consulado no dia agendado, levando o passaporte e a página de confirmação do formulário DS-160

*Agendei a ida no CASV e à Embaixada no mesmo dia, pois moro em Goiânia e teria que fazer isso em Brasília. Assim tirei um dia para resolver isso.

  • Depois da entrevista e se o seu visto for aceito, você receberá seu passaporte em casa ou no CASV escolhido.
  • Com o passaporte em mãos comece a planejar sua viagem e procurar por passagens aéreas!

Por Di Lua, sobre Diário de Viagem
Dia 27/11/2019

A Worldpackers tem sido uma das plataformas queridinha dos viajantes, isso porque ela conecta pessoas e anfitriões em todo o mundo para que possam trocar habilidades por trabalho. No ano passado eu usei o Worldpackers durante minha viagem só para os EUA e amei. Fiz 16 dias de voluntariado em troca de alimentação e hospedagem em Dinuba, interior da Califórnia (veja aqui). 

Para fazer o cadastro no site do Worlpackers, conhecer as oportunidades e vê como funciona você não paga nada, mas para aplicar à alguma vaga é preciso pagar uma taxa de $49 (ou $59 para casais ou amigos viajando juntos), que vale durante um ano para várias candidaturas. Portanto, dá para economizar muito conhecendo vários lugares.

Economizar na sua viagem utilizando o Worldpackers

Com o Worldpackers você pode trocar suas habilidades por hospedagem e até mesmo alimentação. Como a taxa é anual e pode-se aplicar para várias oportunidades, o viajante acaba economizando muito, uma vez que, além das passagens aéreas, o que mais onera uma viagem é a hospedagem e a alimentação. 

Confesso que no primeiro momento me cadastrei no Worldpackers procurando uma oportunidade para  ficar mais dias na Califórnia, mas sem gastar tanto. Assim, procurei oportunidades onde, além da hospedagem, também tivesse ao menos uma refeição. No Gleanings, por exemplo, eu tinha café da manhã, lanche, almoço, lanche e janta, além de quarto limpinho com banheiro.

Ter uma imersão cultural

Churrasco americano em Visalia – passeio que fiz com os hosts em um final de semana

Apesar de ter oportunidades incríveis no Brasil, muitos brasileiros usam o Worlpackers no exterior, em lugares com outros idiomas e costumes. Além disso, você acaba de fato convivendo quase que 24h com pessoas com uma cultura totalmente diferente da nossa e aprendendo muito com isso. 

Na minha experiência, eu fiquei em um quarto com uma brasileira e duas californianas, além disso, todas as refeições e trabalhos eram em conjunto com outros voluntários e moradores do Gleanings. Por tanto, eu realmente tive uma imersão cultural, mesmo que por poucos dias. 

Melhorar um idioma

O Worldpackers também é uma ótima oportunidade para quem sempre quis fazer um intercâmbio para aprender um outro idioma mas que por diversas razões, inclusive de dinheiro, não pode fazer. Muitas oportunidades não exigem nível intermediário ou avançado e são uma ótima oportunidade para você treinar uma segunda língua. 

Eu cheguei no voluntariado com o inglês bem básico. Já fiz alguns cursinhos, mas nunca saia da fase verbo to be. Com o planejamento dessa viagem, passei a estudar sozinha assistindo vídeos no Youtube e fazendo conversação com uma amiga. Ainda assim, cheguei no Gleanings um pouco perdida. Contudo todos que estavam lá eram bem atenciosos e tinham paciência em me ouvir. Como o Gleanings é um projeto religioso, sempre tinha um momento de oração após o café da manhã e os voluntários mochileiros não eram obrigados a participar, mas eu participava por respeito e para ouvir a pronúncia do inglês e isso foi ótimo.

Desenvolver habilidades

Ajudando na cozinha

Você pode aproveitar o Worldpackers para desenvolver uma habilidade. Há uma infinidade de oportunidades no site e você pode usar isso a seu favor, seja para desenvolver sua habilidade com pintura, jardinagem, programação de sites, fotografia, entre outros.

Ajudar e contribuir em projetos incríveis

Assim como o Gleanings, onde fiz meu voluntariado, há um monte de projetos e ONGs bacanas no Worldpackers e você pode se candidatar já com o intuito de ajudar e contribuir para a construção de um mundo melhor. Há projetos de permacultura, construir ecovilas, dar aulas para crianças carentes, entre outros. Embora, no primeiro momento, eu tenha recorrido ao Worldpackers para economizar na minha viagem, acabei escolhendo um lugar com um projeto incrível e que é levado bem a sério por todos os moradores e voluntários.

Assim, ao final do voluntariado, melhorei meu inglês, tive uma imersão cultural, trabalhei minhas habilidades manuais e até mesmo de convivência, além de ajudar em uma causa linda: alimentar os necessitados.

Quer saber como foi minha experiência com o Worldpackers? Assista aos vlogs no Gleanings nos links abaixo:

Como foi meu voluntariado pelo Worldpackers na California?

Como consegui meu voluntariado na California – Worldpackers + Gleanings for the Hungry

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Por Di Lua, sobre Diário de Viagem
Dia 26/10/2018

Esse post é uma continuação do post “Quanto custa uma viagem de 30 pela Califórnia? parte I“, onde falo sobre todos os gastos que tive durante minha viagem de 30 dias pela Califórnia, sendo quatro dias em Las Vegas/NV. Se você chegou aqui agora, leia ele primeiro 🙂

Alimentação

Como eu tinha o café da manhã incluso em todos os hosteis, gastei em média $25 por dia com almoço, janta e lanche da tarde rs. Vale ressaltar que eu nem sempre comia refeições completas, principalmente porque eu sempre estava na rua e comia no primeiro lugar bonitinho que eu via. Outro ponto importante, é que em Los Angeles, no dia que eu almoçava bem: carne e saladas eu comia no McDonalds à noite (do lado do meu Hostel) porque tinha um cardápio de $3 (cheeseburguer $1, cheesebancon $2, refri $1). Além disso, teve os dias que gastei mais com comida, como os dias que fui ao parques de diversões (veja valores nos post sobre os parques), e teve dias que eu quis comer melhor, tipo em Las Vegas que comprei um Sirloin Steak (carne com dois acompanhamentos) no Denny’s, que com refrigerante e a gorjeta custou cerca de $22, e no meu último dia de viagem, que comprei um prato com frango, legumes e batata no Mel’s Drive In (foto abaixo) e que custou cerca de $25 com gorjeta.

O lugar onde eu me alimentei melhor, durante a viagem, com certeza foi no Gleanings (voluntariado que fiz na Califórnia), pois lá tinha cinco refeições diárias e com opções de carnes e saladas.

Atrações turísticas

Vou listar aqui as atrações fixas que escolhi fazer durante minha viagem pela Califórnia, ou seja, as que eu tinha certeza que eu ia e que planejei com antecedência. Há posts específicos sobre elas no blog, só clicar em cima da palavra para ser redirecionado.

Museum of Ice Cream: Custou $44 e paguei R$160,15 no cartão de crédito

Grand Canyon: Custou $94 e paguei R$355,62 no cartão de crédito

Disney: Custou $107 e paguei R$391,88 no cartão de crédito

Universal Studios: Paguei R$355, pois comprei em uma empresa brasileira, a Vírazom (mais detalhes aqui).

Seguro viagem

Não é obrigatório seguro viagem para entrar nos Estados Unidos. Contudo, na internet está cheio de relatos e pedidos de ajuda de pessoas que sofreram algum acidente ou passaram mal no país e ficaram com dívidas enormes nos hospital. Além disso, o seguro também cobre extravio de malas, entre outras coisas que dão certa dor de cabeça. Então preferi viajar segura, sem me preocupar com isso. Fechei meu seguro viagem com a Seguro Viagem Allianz, com cobertura de até $30.000,00 por R$333,16, válidos por 34 dias, com vigência de 00h de 12/04/2018 a 23h59 de 15/05/2018, dias que eu saí e voltei para o Brasil, respectivamente.

Chip de celular

O chip possibilitou eu tirar fotos lindas do The Palace Fine Arts e postar imediatamente em minhas redes sociais.

O chip de celular foi essencial nessa viagem, principalmente por conta do Google Tradutor, e eu não queria ter que ficar dependendo de wifi. Por isso pesquisei várias opções de chip de celular com internet ilimitada e acabei escolhendo um chip com internet ilimitada durante 32 dias da Easysim 4U, que custou $52,10 (R$186,57 pelo cartão de crédito) com 32 dias de internet (apesar de ficar 30 dias nos EUA, teve os dias que fiquei no aeroporto na chegada e na volta rsrs). Vi muita reclamação da empresa na internet, mas o meu funcionou direitinho.

Atenção: Sei que gastei mais usando o cartão de crédito, contudo preferi comprar muita coisa antes com o cartão para não correr o risco de comprar na hora e não da certo ou perder, o ingresso do Museum of Ice Cream só é vendido com um mês de antecedência, por exemplo.

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Por Di Lua, sobre Diário de Viagem
Dia 16/10/2018

Solid Color Vinyl Photography Background (backdrop roll)

Afim de ajudar pessoas que estão querendo fazer a mesma viagem e querem ter noção de custos e como se preparar para uma viagem para a Califórnia (ou viagens semelhantes), neste post fiz uma relação de todos os custos fixos que tive na minha viagem de 30 dias pela América do Norte.

Califórnia

  • San Francisco 5 dias
  • Dinuba 18 dias
  • Los Angeles 6 dias

Nevada

Las Vegas 3 dias

Arizona

Grand Canyon 1 dia

Passagens aéreas

De inicio pensei em comprar as passagens de ida e volta em cidades diferentes. Contudo, por conta do alto valor das passagens, acabei comprando a passagem de Goiânia a Los Angeles e Los Angeles a Goiânia. Comprei as minhas passagens pela Decolar, empresa aérea Delta, e custou R$2109 já com as taxas. Na ida o meu voo foi: Goiânia – São Paulo – Detroit – Los Angeles; e na volta foi: Los Angeles – Nova York – São Paulo – Goiânia. Como eu comecei minha viagem de San Francisco, comprei uma passagem, pela Delta, de Los Angeles a San Francisco por $45. E na hora do embarque paguei mais $25 para despachar minha bagagem. Nesses voos low cost é incluso apenas a bagagem de mão (10kg).

Hospedagens

Pesquisei muito e cheguei à conclusão que, não adianta, a melhor opção de hospedagem para quem viaja sozinha é ficar em Hostel (albergues). Diante disso, dei preferência para Albergues em regiões centrais ou perto da quantidade maior de atrações que eu iria, e que serviam café da manhã, para eu diminuir este custo.

Imagem Reprodução: Página Hi San Francisco Downtown

Em San Francisco: me hospedei no Hi San Francisco Downtown. Cinco diárias com café da manhã custou $239,46(paguei esse valor quando cheguei lá). O Hostel está localizado em 312 Mason St,  perto da Union Square, do Civic Center, do ponto inicial do bondinho, da estação Powell do Metrô e da ChinaTown. No café da manhã havia frutas (maçã e banana), pães, bagel, pasta de amendoim, geleia, leite, café e suco.

Imagem Reprodução: Página Walk of Fame Hostel

Los Angeles: me hospedei no Walk of Fame Hostel, localizado na Calçada da Fama, em frente à estação do metrô Hollywood/Higland, do Teatro Douby, do lado do El Captain, do lado de várias lojinhas. Escolhi ele por estar na Calçada da Fama e ter várias coisas para conhecer ali perto e por ser um ponto mais central. Seis diárias com café da manhã custou R$653,64 (pois paguei pelo cartão de crédito anteriormente). Café da manhã com banana, mexerica, pães, bagel, munfins (ameiii), geleias e cremes, café, leite e suco.

Dinuba: Fiquei no Gleanings for the Hungry, onde fui voluntária (saiba mais aqui). Fiz pelo Worldpackers e paguei $45 (R$180 ) de taxa anual para usar o site.

Vinyl Backdrops No Wrinkle Photography Backdrops (backdrop roll)

Las Vegas: me hospedei no Sin City Hostel, localizado na 1208 Las Vegas Boulevard South. Um pouco longe da Strip e impossível de ir para lá a pé, devido a distância e o calor. Não encontrei nenhum hostel na Strip que compensasse e como estive em Las Vegas durante o final de semana (quando as hospedagens ficam mais caras) ficava caríssimo ficar em Hotel. E o Sin City era o único hostel com café da manhã. Contudo, não compensou muito, pois perdi dois dias de café da manhã, o dia que fui para o Grand Canyon e o dia que fui para Los Angeles, pois ele só começava a ser servido às 8h (muito tarde para quem tem muita coisa para fazer como eu rs). Ahh, paguei R$368,92 (paguei pelo cartão de crédito antes de ir).

Deslocamentos

Mesmo perdendo três dias (no período da viagem) com deslocamento de uma cidade a outra, preferi isso a viajar a noite, por questão de segurança, medo hahaha, e porque assim eu conseguiria admirar a paisagem. De San Francisco/CA para Fresno/CA, de Fresno/CA para Las Vegas/NV, e de Las Vegas/NV para Los Angeles/CA viajei pela mesma empresa, a Greyhound, que tem linhas em quase todos os Estados Unidos e Canadá. Como comprei as passagens com antecedência, exceto a de Los Angeles, paguei relativamente barato, entretanto, como comprei pela internet, usei cartão de crédito e tive que pagar IOF.

https://www.foxbackdrop.com/collections/prom-stage-backdrops

Ponto negativo é que os ônibus atrasaram muito, fazendo com que eu perdesse ainda mais tempo da minha viagem.  No primeiro e segundo trecho, os ônibus foram vazios e fui em uma poltrona e minha mochila em outra rs.

Em breve a parte II deste post, com alimentação, seguro viagem e chip de internet

Leia todos os posts sobre minha viagem para a Califórnia e para Las Vegas/NV aqui

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